terça-feira, junho 19, 2007

Ota(rios) 2


Dizem-me, por vezes, que eu sou um pouco dos crentes em certas e determinadas teorias da conspiração. Não é bem assim, mas concedo que por vezes há coisas que não batem bem. E esta história da Ota/Alcochete/CIP/Assciação Comercial do Porto /Portela+1/Mário Lino/Sócrates/Cavaco começa a cheirar muito mal e certas coisas começam a fazer muito sentido.
Uma delas é que cada vez mais parece que isto tudo foi perfeitamente combinado para distrair atenções, para descançar Cavaco, para sossegar a contestação. Marques Mendes, a quem o Prof.Marcelo no seu ridículo exercício de atribuir notas deu um 16, não teve vitória nenhuma, nem uma semi. O único que teve uma vitória, e uma das grandes diga-se, foi Sócrates. Mostrou um lado de diálogo, o que calha sempre bem em frente ao eleitorado; sossegou Cavaco, abrindo o diálogo; fez de Mário Lino o mau da fita e dele o herói, o cândido, o dialogante; calou Mendes, calou os críticos das suas posições de absolutismo, tirou o tema da Ota das eleições de Lisboa e manipulou a CIP para fazer o estudo que mais lhe interessava.
Ninguém ganha aqui a não ser ele. Faz uma pausa nas críticas até ao final da Presidência Europeia, até porque até lá vai andar entretido e não tem muito tempo para estas coisas da Pátria, e depois volta, em força, para enfrentar as legislativas de 2009 que, decerto, ganhará.
E a Ota? A Ota mantém-se por certo. Até porque já avisaram, a decisão é política, não técnica. E o novo estudo da Associação comercial do Porto? Será ele comparado com os outros dois? Duvida-se. Mesmo que o LNEC, que vai ter que se desdobrar em trabalho chegue à conclusão do contrário, a Ota avança.
Sócrates ganha com uma brilhante jogada política. Se fosse Pacheco Pereira, Rui Ramos, José Manuel Fernandes, Nicolau Santos, etc etc, a escrever isto teria uma certa credibilidade. Agora como sou só eu, não passa de uma mera teoria.................da conspiração, é claro!

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