terça-feira, maio 01, 2007

A proibição da estupidez

O anterior post bem mesmo à calha para o que vou abordar a seguir. A personagem é a mesma, só que agora é bem mais conhecido e juntou-se a outros 3 e fizeram o que é agora o grupo humorístico mais conhecido e pareciado do país. Mas também o mais polémico. E é mesmo por aí que a história vem.
Estes moços fazem lembrar o Herman nos seus tempos mais aureos, acutilantes, sem medos de fazer comédia seja com o que for. Até que um dia os censurem, tal como fizeram com o Herman. E olha que vontade não falta, a ter em conta os processos que já lá vão e as pessoas que já cortaram relações com a RTP1.
Vem isto a propósito de uma conversa sobre a liberdade de opinião, e sim, a comédia também é uma forma de liberdade de opinião. Terá legitimidade um grupo de humoristas para fazer comédia com o seu Presidente ou o seu Primeiro-Ministro? Ou com um ministro qualquer? Ou com o líder da oposição? Ou com o presidente de um partido? Ou comigo? Eu diria que sim, que tem para isso e para mais, desde que o faça no terreno da legalidade. Para outros não, o 25 de Abril só veio trazer a falta de respeito e coisas como o Gato Fedorento ou o contra-Infornação deviam ser proibidas. Mas por outro lado até são pessoas que vêm os programas e riem-se com ele. E acham que a Bela e o Mestre é um grande programa de televisão e que o Alberto João é um grande político e que o Salazar é que era. Pessoas que sem a democracia não teriam a minima chance de estarem onde estão. Não soa a incoerência? Não soa a idiotice pura? Não soa a estupidez? A mim soa, mas se calhar eu é que sou mesmo estúpido!

2 Comentários:

Blogger Flecha Ruiz disse...

Tu, estúpido?
Nahh!! O Português é de memória curta, muito curta mesmo!! Os exemplos são constantes e diários.
As pessoas gostam é do barulho estupido, gostam quando se faz humor com os outros...mas quando a coisa vai para o lado deles já ficam muito sentidas e expressões como "devia haver um salazar em cada esquina" são comuns e cada vez se acha mais que há razão nisso!
E porquê o Salazar? E porquê SÓ o Salazar? Porque não irmos buscar o amigo Franco? De caminho trazia-se o próprio Hitler, o Mussolini e até o Sr. Estaline...

O humor é incisivo, é perspicaz e é ponderativo. Mesmo que não se goste de terminada acusação vamos tentar perceber o fundamento da coisa.

Não gosto dos "Gato Fedorento". Já simpatizei com algumas cenas e adorei outras, mas o balanço é negativo...e cada vez gosto menos. O cartaz do PNR é ir picar grupos que já por si estão picados e querem qualquer motivo para andar à batatada. Não obstante, tudo neles, para mim é cada vez mais fraco...salvo um ou outro sketch mais elaborado.

Quanto à tua questão de seres estúpido...talvez sejas, tal como eu e outras pessoas. No entanto não acho que estejamos enganados.

20:51  
Blogger Atreides disse...

Não o conheço, mas pelo que escreveu não o julgo estúpido. Já agora, também não me considero estúpido nem aos portugueses, individualmente (ao contrário dos americanos, que considero realmente estúpidos, a solo ou em grupo). O problema dos portugueses é uma estupidez colectiva e cultural. Todos sabemos dizer o que é certo ou errado (salvo certos inocentes, mais ou menos pobres de espírito), mas em conjunto, só fazemos asneiras. O português atinge a excelência quando age individualmente, mas como povo, adormeceu. Ou deixou-se adormecer por uma classe política (de elite só a pretensão) que deseja manter os estado de coisas.

Os Gato Fedorento assumem um grande risco em tomar (há que reconhecer a tomada de posições) determinadas posições políticas. Eles podem e devem fazê-lo! O seu humor atingiu os melhores níveis quando o fizeram, vide o caso de Marcelo R. Sousa, do PNR e da relação entre Sócrates e Cavaco.

12:45  

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