sexta-feira, abril 20, 2007

A VI República

Vasco Pulido Valente dizia hoje na última página do Público (sem link para o artigo) que :"não admira que se comece a falar na VI República. Mudar de República, isso, os franceses sabem fazer".
Estas considerações à parte, a campanha presidencial francesa tem sido bastante interessante de acompanhar e bem acessa. Até porque esta eleição é determinante para o próprio futuro da Europa Comunitária.
Era para dizer algo, mas para quê se os outros o podem dizer melhor que nós? Então cá fica a reflexão do João Caetano Dias, no Blasfémias ( com a nuance que o meu candidato preferido era sem dúvida o François Bayou. E ele não é assim tão insignificante como isso.):

"Em França, há um confronto difícil. Ségolène Royal, a candidata preferida de toda a gente luta para passar à segunda volta contra a máquina de propaganda de Sarkozy. Há um outro candidato que é simpático, mas que não conta muito. Sarkozy está em queda e tenta sempre um 'último esforço' para que Le Pen não lhe roube muitos votos. Sarkozy e Le Pen são iguais, apesar das permanentes tentativas do primeiro para encontrar algumas diferenças em relação ao segundo. Todas as pessoas que andam na rua detestam Sarkozy. As entrevistas aleatórias feitas a transeuntes confirmam a inexistência de apoiantes do ministro do interior. Nos comícios também se nota a diferença. Os comícios de Ségolène registam grandes enchentes e entusiasmo, os comícios de Sarkozy são apenas demonstrações da capacidade da máquina de propaganda ao serviço de Sarkozy. Na verdade, todas as pessoas inteligentes apoiam Ségolène, excepto meia dúzia que preferem Bayou. Aprendi isto tudo com o Paulo Dentinho na RTP1."


Adenda em 21-4-2007: através de um comentário ( que entretanto foi apagado pelo seu autor) dei conta que talvez a mensagem deste post não tenha sido conpreendida. É óbvio que não concordo com o que o jcd diz. Aliás, concordo tanto com ele como gosto do Sarkozy, nada.
Pensei que a ironia tinha sido bem transmitida, não foi.

5 Comentários:

Blogger Paulo disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

22:45  
Blogger epb disse...

Caro Paulo:
Deixe ver se eu me faço entender. Eu não o estou acusar de nada,se foi isso que passou não era a intenção. e não me estou simplesmente a desculpar, estou-me a explicar. O texto que eu transcrevi, daí as aspas,é que diz isso. O que eu quis fazer ao transcrever o texto foi demonstrar como pessoas que apoiam Sarcozy (como o jcd) vêm as coisas, ou seja, sempre em frente. Se fosse um habitual leitor saberia o que eu penso em relação a alguns dos autores do Blasfémias, e perceberia que o meu texto está cheio de ironia, daí o "Era para dizer algo, mas para quê se os outros o podem dizer melhor que nós?". Se não consegui passar a ideia, a culpa é inteiramente minha.
Só mais uma coisa, eu nunca poderia acusar um repórter da RTP de más informações durante a campanha presidencial francesa, até porque não sou habitual espectador dos noticiarios da RTP, e já se diz que quem não vê não fala.
Espero que tenha ficado esclarecido.

23:12  
Anonymous Anónimo disse...

Sim, tem razão. Fiz uma leitura apressada do seu texto e só depois de enviar o meu comentário compreendi... Por isso o retirei. Fui ler o original. É lamentável. Quem o escreveu deve ser um dos tais que pensa que os que não estão a favor são contra. Em todo o caso, aqui entre nós, a Ségolène não é grande coisa, o Sarko está muito mais bem preparado. Obcessivamente preparado para ganhar... Mas há traços no seu carácter que me causam desconforto, nomeadamente a forma como excluí outros, e eu acho que o dever de um presidente deve ser o de tentar incluir. Nesse papel, vejo mais facilmente Bayrou.
Cordialmente.
Paulo Dentinho

00:17  
Blogger epb disse...

Caro Paulo:
Ainda bem que me compreendeu.
De facto Segolene não parecia muito preparada, mas segunda volta, e repito, prefiro Bayrou, acho que é ela que tem mais hipeteses de ganhar a Sarkozy do que Bayrou, até porque duvido que muita esquerda francesa se dispusesse a votar em nele e muito mais facilmente votaria em Segoléne. Aliás,não fosse tanta trapalhada na sua campanha ela teria uma sairmaior expressão eleitoral.
Bem, mas logo à noite, e depois na segunda volta, se verá. Sendo certo que temo muito que Sarkozy, até pela preparação e obcessão que o Paulo já falou,irá ganhar.
Cump.

19:35  
Blogger Atreides disse...

A política francesa confunde-me, por isso não posso fazer grandes análises.
Parece-me no entanto que Sarkozy será o próximo presidente da França, por mais detestado que seja e por muita simpatia que a senhora Ségolène inspire...
É a vitória do candidato esquizofrénico.

18:54  

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