sábado, abril 28, 2007

Uma espécie de poder local



A perguta impõe-se: deverá um politico, eleito, demitir-se do cargo que ocupa por , apenas, ter sido constituído arguido num determinado processo? Aresposta, para alguém que percebe de Direito e que entende que o facto de ser constituído arguido é uma forma de dar mais garantias ao sujeito e não uma condenação, diria que Não. O eleitor, que precisa de ter uma confiança na pessoa que elege dirá que Sim! Ponderemos.
Na minha modesta opinião depende do facto pelo qual a pessoa é constituida arguida. Um caso de corrupção, como o que , supostamente, paira sobre Carmona Rodrigues, ou sobre a presidente da Câmara de Setúbal (relembro que o antigo presidente foi afatado pelo mesmo facto pelo PCP), ou sobre a presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, e etc, deverá levar, no mínimo, ao afastamento temporário do cargo.
Carmona não, Carmona foge, parecendo até que está de tal forma apegado ao poder que não consegue dar-se conta que nos ultimos meses aquilo que é importante, as questões essenciais sobre Lisboa, os projectos da Av. da Liberdade, a reabilitação da Baixa-Chiado, o Parque Mayer, o problema do estacionamento, da habitação, da criminalidade, dos bairros degradados e de muitos outros são deixados de lado por causa disto.
Mas deverá haver eleições antecipadas? Parece que só o Bloco é que as quer. O PS em Lisboa, e admitamo-lo não existe, Miguel Coelho é uma nulidade política que não decide nada, e depois o PS tem um péssimo Secretário-Geral, que apenas se preocupa com governar o seu Governo (passo o pleonasmo) e deixa o partido largado aos cães. O PC vai no mesmo caminho.
Solução? Carmona afasta-se, pelo menos até se resolver este processo ou então convoca-se logo eleições para todos os órgãos, porque para haver eleições separadas com uma putativa derrota do PSD e depois uma maioria na Câmara e outra na Assembleia, mais vale estarem quietinhos.

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