quinta-feira, abril 12, 2007

Esclarecidos?

Digamos que talvez.
Acho que a entrevista de ontem foram duas entrevistas: a primeira, de 45 min., tratou do assunto do momento, daquele que distraiu a comunidade blogosferica, os jornais, os comentadores dos canais de noticias, mas que às pessoas pouco chegava, a questão da sua licenciatura. Convenceu-me? Em primeiro lugar já o poderia ter feito à muito tempo, em segundo ficaram muitas questões por responder, por isso não me convenceu completamente. O PM controlou esta primeira parte, via-se claramente que trazia a lição estudada, as respostas estudadas, e os entrevistadores não se souberam impôr e colocar as questões mais incómodas que o Público já tinha suscitado. E por fim ao dizer que os telefonemas eram para prestar informações, bem isso se discutirá hoje e amanhã na ERCS. Mas no fundo da minha ingenuidade o PM pareceu-me sincero.
Mas esta questão distraiu o país por 2 semanas, a discussão da OTA foi secundarizada, a questão da mobilidade foi secundarizada, já está na altura de voltar à normalidade.
Uma segunda parte, e devo dizer que este sim me interessou, falou-se do país. Tivemos o Sócrates de sempre, o Sócrates convicto, o Sócrates acutilante, o Sócrates que defende as suas políticas. Isso associado a uma melhor prestação dos entrevistadores levou àquilo que realmente interessa ao país real. Falou-se da criação e da perda de emprego, garantui-se que a mobilidade especial não leva ao despedimento de funcionários públicos, que é uma garantia o referendo ao Tratado Constitucional Europeu, falou-se da subida dos impostos, da primeira divergência entre Sócrates e Cavaco na questão do aborto, do crescimento do país e dos dados do FMI (que deviam ser melhor analisados porque não são assim tão bons , porque se prevêm o nosso crescimento prevêm o abrandamento das economias Alemã, Inglesa e Americana, principais destinos das nossas exportações), e falou da sua convicção da OTA e da reforma da Saúde, dando um sinal de apoio aos seus ministros.Isto sim devia ter durado mais tempo.
Mas a primeira questão deixou coisas em aberto, coisas que, sem dúvida, deixaram portas abertas para mais notícias. A questão não acabou!

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