segunda-feira, abril 30, 2007

Abra-se luz sobre este país

O que se vai passando em Portugal

"As provocações no Chiado à saída da manifestação do 25 de Abril, a maior violência entre elementos das claques de futebol em relação à PSP, o palhaço «Manuel do Bexiga» na campanha eleitoral na Madeira, as falas pretensamente primárias dos adoradores de Salazar em Santa Comba para disfarçar a estratégia neo-salazarista são sintomas de que algo não vai bem.Em vez de declarações politicamente correctas pede-se um pouco mais de atenção e estudo sobre esses sinais de mal-estar.O que andará a enervar a sociedade portuguesa?"

Medeiros Ferreira, A qualidade do ar piora, no Bicho Carpinteiro.

domingo, abril 29, 2007

Domingo!

Mulheres, esse princípio universal.

Hexa

Hexa, bi-tri, não interessa. Interessa que mais uma vez fomos campeões, desta vez sobre 4 rodas.

sábado, abril 28, 2007

Uma espécie de poder local



A perguta impõe-se: deverá um politico, eleito, demitir-se do cargo que ocupa por , apenas, ter sido constituído arguido num determinado processo? Aresposta, para alguém que percebe de Direito e que entende que o facto de ser constituído arguido é uma forma de dar mais garantias ao sujeito e não uma condenação, diria que Não. O eleitor, que precisa de ter uma confiança na pessoa que elege dirá que Sim! Ponderemos.
Na minha modesta opinião depende do facto pelo qual a pessoa é constituida arguida. Um caso de corrupção, como o que , supostamente, paira sobre Carmona Rodrigues, ou sobre a presidente da Câmara de Setúbal (relembro que o antigo presidente foi afatado pelo mesmo facto pelo PCP), ou sobre a presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, e etc, deverá levar, no mínimo, ao afastamento temporário do cargo.
Carmona não, Carmona foge, parecendo até que está de tal forma apegado ao poder que não consegue dar-se conta que nos ultimos meses aquilo que é importante, as questões essenciais sobre Lisboa, os projectos da Av. da Liberdade, a reabilitação da Baixa-Chiado, o Parque Mayer, o problema do estacionamento, da habitação, da criminalidade, dos bairros degradados e de muitos outros são deixados de lado por causa disto.
Mas deverá haver eleições antecipadas? Parece que só o Bloco é que as quer. O PS em Lisboa, e admitamo-lo não existe, Miguel Coelho é uma nulidade política que não decide nada, e depois o PS tem um péssimo Secretário-Geral, que apenas se preocupa com governar o seu Governo (passo o pleonasmo) e deixa o partido largado aos cães. O PC vai no mesmo caminho.
Solução? Carmona afasta-se, pelo menos até se resolver este processo ou então convoca-se logo eleições para todos os órgãos, porque para haver eleições separadas com uma putativa derrota do PSD e depois uma maioria na Câmara e outra na Assembleia, mais vale estarem quietinhos.

Diz que é uma espécie de separação de redes

Quem me conhece bem sabe o quanto eu sou a favor da economia de mercado, e consequentemente que sou um forte o opositor de qualquer tipo de monopólio, pois a concorrência é um valor fundamental. Mas por cá custa muito a saber o que isso é. Temos monopólios em quase todos os sectores fundamentais da economia. Daí que esta farsa que se fez na PT só me desilude. Já há anos que se espera pela separação das redes cabo e cobre, ou então da liberalização da rede cobre para que qualquer operador de mercado o use (tal como deverá acontecer em breve na electricidade), mas não, a PT não é capaz, de tão apegada que está ao seu poder monopolista. O que aconteceu ontem foi apenas um golpe de vista, uma ilusão para o consumidor, e as autoridades reguladoras o que é que vão fazer agora? Nada, como sempre. Nada, como nada puderam fazer no caso dos preços do gás e da electricidade, há sempre um legislador a proteger o monopolista.
Separar as redes e manter os mesmos accionistas com duas empresas trabalhem para o mesmo patrão (há quem diga que é o BES) só leva a objectivos comuns, não leva a concorrência.
Por cá, continua tudo na mesma, e o sujeito passivo, o consumidor, é que se fode!

não, não se enganou

Depois de uns quantos meses à espera que o amigo Henrique se decida a fazer-me o meu novo template decidi mudá-lo eu.
Como estamos na Primavera, uma coisa assim mais "limpinha", mais branca, mais leve.
A programação normal segue dentro de momentos.

sexta-feira, abril 27, 2007

Sexta

quinta-feira, abril 26, 2007

Leituras

"25 de Abril Sempre
Amanhã - como todos os anos – estarei na Av. da Liberdade a comemorar o 25 de Abril de 1974. Comemoro mais que a data. Relembro a mais profunda alegria que se instalou na casa dos meus pais nesse dia, do meu pai a berrar o “Grândola Vila Morena”, do choro convulsivo da Tia Isabel - a quem há poucos meses atrás a Pide tinha vandalizado a casa, da minha mãe a rezar pelos soldados e, sobretudo, do telefonema do tio José António – exilado em Argel.Lembro-me de muitos momentos felizes passados em casa dos meus pais mas não me recordo de tanta alegria e, mais que tudo, de tanta esperança.Vou à Av. da Liberdade com a minha mulher e os meus filhos para me lembrar e lhes ensinar, que há momentos – poucos, porém – que merecem ser vividos de forma intensa e nos dão a sensação que todos os sonhos podem ser realidade e todas as promessas podem ser cumpridas.É por essas e por outras que este cidadão de direita, feroz defensor da economia de mercado, crente nesse fantástico sistema que é o Capitalismo, defensor da liberdade individual sobre a igualdade, crítico do chamado Estado Social, tem muito orgulho em dizer: 25 de Abril sempre!"


Pedro Marques Lopes no Blogue da Atlântico

Provincianismo de primeira (act.)

Aquelas imagens de ontem da abertura do Túnel do Marquês deixaram um certo desconsolo na minha pessoa. Tudo foi ridículo, tudo foi parvo, tudo foi provinciano (e olhem vindo de mim, provinciano de gema).
Mas foi, desde a inauguração oficial, com uma autêntica fuga do Carmona, ao bom estilo dos filmes norte-americanos, todo um aparato policial não sei bem para quê e toda uma pompa que parecia que estava a ser inaugurada uma obra de salvação nacional.
Depois veio o "Zé", o "Zé povinho". Foram 13 mil dizem, que a correr, sim, alguns iam a correr ,passaram o túnel de lés a lés, fizerem testes de sustentabilidade gritando contra as paredes a ver se fazia eco, e depois entraram os carros, muitos, como bem se quer. Ridículo!
E depois fica-se hoje a saber que sexta e sábado o túnel já vai encerrar para se fazerem testes e corrigir possíveis anomalias. Fantástico, primeiro deixa ver se há desastre, depois fazem-se os testes. Ridículo!

Adenda: este texto, sobre o mesmo tema, pelo CAA no Blasfémias

Ou seja, quer transformar tudo em bufos

quarta-feira, abril 25, 2007

Mas o que é que se passa com esta gente?

É feriado, é dia da liberdade, dia da democracia. É certo! Mas nem para todos.
Uma pessoa corre a blogosfera que tem na barra dos preferidos do IE e depara-se com um sentimento adverso ao próprio sentido de blogosfera. Salvo algumas excepções, há um sentimento e uma opinião demonstrada que leva-me a ficar com a ideia que o 25 de Abril foi um crime, que os capitães de Abril foram um criminosos e que mais valiam estar quietos e que todos aqueles que durante o Regime lutaram contra eles são uma cambada de fascistas e que são ainda piores que Salazar e os seus pidezinhos. Goza-se, critica-se, fala-se bem do antigo regime, mal do novo, mas sobretudo critica-se a acção do Dia e o que a ela se seguiu.
Fala-se do PREC, da Reforma Agrária, dos retornados, das nacionalizações. Mas não é normal numa revolução haver grandes mudanças? Não é normal a libertação e as acções que a ela se seguem depois de tantos anos de opressão. Dirão eles que não é.
Mas depois vêm criticar Abril pelo que somos hoje, uma democracia ocidental, membro de pleno direito da União Europeia, ONU e NATO, um país com liberdade de imprensa, onde já não há fome, onde se estuda, onde não se tem que abandonar a escola aos 10 anos para ir trabalhar, onde já não há guerra, onde todos têm água potável e electricidade, onde há mais televisões e telemóveis do que habitantes, onde 400.ooo pessoas frequentam o ensino superior.
Eles falam mal do 25 de Abril, mas foi o 25 de Abril que lhes deu a liberdade de escreverem o que escrevem hoje. Dirão eles: "não foi o 25 de Novembro." Mas haveria 25 de Novembro sem 25 de Abril? Pensem lá outra vez.

"Não se resignem"(2)



Abril de Abril

Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.


Manuel Alegre

"Não se resignem!"

terça-feira, abril 24, 2007

Mais um só pa ver se começo a chatear os fascizóides

A não perder

A preparar

Grandes Frases

"O 25 de Abril transformou todos os fascistas em democratas."

Agora um apontamento particular. Há gente muito estúpida, estúpida, parva e ignorante. virem para cá com tretas que antes do 25 de Abril era melhor. Melhor??????? Ah, e depois dizem que não há liberdade de expressão, pois, não, então desliguem já o telefone, porque não podem tar a criticar uma democracia. Ah, e a PIDE não prendeu nem matou ninguém. Ah, pois não, o pessoal emigrou todo. Realmente, a democracia é uma vergonha, vergonha por frases destas: "mais vale uma ditadura que uma democracia assim." Se estão tão mal, olha, emigrem!

segunda-feira, abril 23, 2007

Porque é que Sarkozy vai ser o próximo Presidente de França

Em primeiro lugar porque é o melhor preparado, admitaos, ele prepara-se para isto há anos. Depois porque está muito melhor lançado e tem uma máquina de propaganda excelente por detrás da sua campanha. E afinal só lhe faltam 8 pontos. E é aqui que o eleitorado de Bayrou é tão importante. Sarkozy tem 31% dos votos, aliados aos 11% de Le Pen que irão direitinhos para ele fica com 42%. Mas para onde irão os 18% de Bayrou? Claramente darão a vitória a Sarkozy. Até porque a UDF tem um esturial de alianças com o UMP de Sarkozy, e as legislativas aproximam-se. Depois porque é um partido de centro e não é difícil que, pelo menos, 10% vão votar à Direita em vez de votar em Segoléne.
Depois porque a França tem que dar um grande passo, o de eleger uma mulher para o Eliseu. Será que estão prontos para dar esse passo? Até porque será um ponto em que Segoléne vai ter que se concentrar, quer queira, quer não.
Acho que as dúvidas são poucas, infelizmente, Sarkozy vai um passo (gigante) à frente de Segoléne, para o Eliseu. Oxalá me engane!

domingo, abril 22, 2007

O papel do juiz

Já eu vou fazer uma leitura do papel do juiz, mas do juiz, aquele que segundo a Constituição administra a Justiça em nome do povo. Mas será que é isso que eles fazem mesmo? Eu não quero ser injusto, logo não vou generalizar, mas como de certa forma estou ligado ao mundo da Justiça posso que dizer que há muito bom juiz que não o faz.
Eu conheço juizes e digo que embora sejam as pessoas com melhor formação que conheço, são também aquelas com que anseio menos estar. Não sei que raio de tratamento ao cérebro lhes fazem lá no CEJ, mas uma coisa é certa, muitos juizes são das coisas mais mesquinhas, altivas, orgulhosas e imodestas. Veja-se o caso Esmeralda, em que um pobre pai adoptante ousou desobedecer a uma ordem, claramente injusta, e acabou condenado a 6 anos por rapto de menor. Relembro agora que há muitas penas de homicídio, vuilação de menores, fusto, tráfico, etc que não chegam a estes anos. Ah, e foi condenado a multa de €30.000, montante que nunca foi dado em caso de korte de uma pessoa: NUNCA!
Mas adiante, mais uma coisa que os senhores juizes têm é a noção do aqui mando eu e pronto. Aplicam o Direito como muito bem lhes apetece, não fazem a regra do casuímo, a aplicação do Direito ao caso concreto e dão a mesma receita a todos, porque estas coisas da interpretação da norma dá muito trabalho, então faz-se tábua rasa e aplica-se como lá está, ipsis verbis.
Estão os juizes a cumprir o seu papel? Alguns sim, alguns traalham, alguns debatem-se e tentam provar que a Justiça em Portugal não é imóvel e que é para todos. Batem-se pela dignidade da Justiça. Outros não, altivos, birrentos, corporativos e encabeçados pelos Senhores Conselheiros do STJ nãom parecem muito preocupados com isso, desde que eles ostrem quem manda, está tudo bem.
O papel do juiz é afinal administrar a Justiça em nome do POVO e não Contra o Povo. Eram bom que alguns se fossem lembrando disso.

sábado, abril 21, 2007

Democracias duvidosas


Mas depois disto tudo há algo que me ainda me traz umas duvidazinhas. Então parece que naquele partido democrático as coisas funcionam assim: A. é eleito para 3 anos de mandato, toda a gente vota nele, ganha directas e congresso, congresso 2 vezes. B., tal D.Sebastião que aparece na zona de Belém, mas 400 anos depois, decide concorrer às eleições, porque já está com saudades de mandar, saudades de protagonismo só para ele, saudades dos beijinhos nas feiras.
Quid juris?
Então A., tal como vassalo de B., abandona imediatamente o mandato para que foi eleito e vai sujeitar-se a eleições, que obviamente são ganhas por B. E não conta nada ele ter sido eleito, ele ter o mandato a meio, isso são pormenores técnicos.
Agora imaginem que a moda pega? Bem, é melhor não imaginar.

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sexta-feira, abril 20, 2007

A VI República

Vasco Pulido Valente dizia hoje na última página do Público (sem link para o artigo) que :"não admira que se comece a falar na VI República. Mudar de República, isso, os franceses sabem fazer".
Estas considerações à parte, a campanha presidencial francesa tem sido bastante interessante de acompanhar e bem acessa. Até porque esta eleição é determinante para o próprio futuro da Europa Comunitária.
Era para dizer algo, mas para quê se os outros o podem dizer melhor que nós? Então cá fica a reflexão do João Caetano Dias, no Blasfémias ( com a nuance que o meu candidato preferido era sem dúvida o François Bayou. E ele não é assim tão insignificante como isso.):

"Em França, há um confronto difícil. Ségolène Royal, a candidata preferida de toda a gente luta para passar à segunda volta contra a máquina de propaganda de Sarkozy. Há um outro candidato que é simpático, mas que não conta muito. Sarkozy está em queda e tenta sempre um 'último esforço' para que Le Pen não lhe roube muitos votos. Sarkozy e Le Pen são iguais, apesar das permanentes tentativas do primeiro para encontrar algumas diferenças em relação ao segundo. Todas as pessoas que andam na rua detestam Sarkozy. As entrevistas aleatórias feitas a transeuntes confirmam a inexistência de apoiantes do ministro do interior. Nos comícios também se nota a diferença. Os comícios de Ségolène registam grandes enchentes e entusiasmo, os comícios de Sarkozy são apenas demonstrações da capacidade da máquina de propaganda ao serviço de Sarkozy. Na verdade, todas as pessoas inteligentes apoiam Ségolène, excepto meia dúzia que preferem Bayou. Aprendi isto tudo com o Paulo Dentinho na RTP1."


Adenda em 21-4-2007: através de um comentário ( que entretanto foi apagado pelo seu autor) dei conta que talvez a mensagem deste post não tenha sido conpreendida. É óbvio que não concordo com o que o jcd diz. Aliás, concordo tanto com ele como gosto do Sarkozy, nada.
Pensei que a ironia tinha sido bem transmitida, não foi.

A luta cansa....

A Alice no País das Maravilhas

Quem me conhece sabe bem que eu sou um grande opositor da Ota e do TGV, não porque sou um técnico que acha que a opção da Ota está mal localizada, ou que é preciso feitos fantásticos de engenharia. Sou contra porque somos um país que não se pode dar ao luxo destas obras faraónicas e também não acredito que sejam mais umas obras de betão que vão levar o país a algum sítio.
Se quanto ao TGV não vejo qualquer necessidadede o fazer, porque podemos ter uma linha de alta velocidade, e alta velocidade não é TGV, que ligue todo o país e usar-mos os alfa-pendulares que bem podem atingir os 220km/h se as linhas forem arranjadas, o que há a necessidade de fazer pois no futuro não se vai andar apenas de TG. E para um país da dimensão de Portugal um meio de viajar como os Alfas são bem razoáveis. Uma linha de Alfa de Lisboa a Badajoz já resolve bastantes problemas, e de qualquer forma os espanhóis constroem o TGV na mesma. Depois porque é uma opção extremamente cara (creca de 15 milhões de euros por quilómetro)e não traz qualquer retorno, é puro investimento. e investimento que não nos podemos dar ao luxo.
Mas quanto à Ota, reconheço bem a necessidade de haver uma alternativa à Portela. Mas poupem-me. Gastar 350 milhões com a Portela agora, gastar mais uns quantos com o aeroporto de Beja para os Low-cost , e ainda vir construir um terceiro aeroporto para Lisboa para servir de apoio à Portela antes de estar pronta a Ota?
Entretanto os terrenos à volta da Ota valorizaram em cerca de 5.000%. E de certo que as especulação à volta do Portela já começou.
É que quem ouve isto tudo pensa que estamos no País das Maravilhas, que temos montes de dinheiro para gastar em obras, dinheiro esse que vem sabe-se lá de onde. Temos dinheiro? Não. Que fazemos? Dívida pública. Dívida pública essa que já passa os 70% do PIB.
É isto que está em causa nestas duas obras. O leitor tira as ilações que quiser, eu já tirei as minhas.

quinta-feira, abril 19, 2007

Os censores

Alertado pelo Daniel Oliveira, fui parar a este vídeo de promoção da X-Box que nunca foi para o ar por ser visto como um apelo à violência. Eu, vejam lá, até me fartei de rir a vê-lo.
Mas adiante, esta questão fez-me lembrar da moda de censura, que há por cá e por todo o mundo, do politicamente correcto, da ditadura dos costumes. Lembra-me como se proíbem séries, filmes, etc por modo de não impressionar os mais sensíveis. Ora quem não quer não vê. Mas mais, daqui a dias ( e já estou a hiperbolizar) proíbem as próprias notícias sobre as gueras que os ditos censores e companhia fazem pelo mundo, porque isso não é violento, pois não?
Mas não é só relativamente a esta questão. É o Estado e Companhia acharem que as pessoas são tão inconsequentes, dependentes, parvas, que não sabem agi por si, decididir o que fazer e não fazer (dentro da lei, claro). É o proíbir de fumar, de beber, de ver violência (vão acabar com os filmes também?), de comer o que, putativamente, nos faz mal, mas que sabe tão bem, e quiçá daqui a dias também nos proibem de sair de casa, porque há tantos perigos lá fora, bem, nunca se cabe não é.
É o estilo "paizinho" que sabe o que devemos fazer, e não fazer. E nós não sabemos, somos inconsequentes e precissmos de ser iluminados por aqueles que já foram tocados pela luz. Nem podemos dizer o que queremos, fica mal.
E assim se vai neste mundo onde se assobia para o lado quando nos interessa (onde há vídeos que, putativamente, incitam à violência e são proibidos, mas onde qualquer um compra uma arma, por exempl), mas onde há um código de condutas a ser seguido. A bem do socialmente correcto, claro!

São coisas boas(2)

Uma advogada (de seu nome Helena, acho eu) acaba de dar uma excelente opinião no Fórum. Além de outras coisas acertadas que disse fez uma pergunta bem acertada: " Os nacionalistas fala em purismo da raça, querem expulsar os emigrantes porque contaminam a raça. Mas que raça? A portuguesa? A que se misturou ao longo dos séculos com povos de todo o Mundo?"
Se há um povo que não é puro é o português. Digo eu!

São coisas boas

Enquanto estou entretido com matérias processuais ouço o Fórum TSF, onde se debate os nacionalismos, os nazismos, os autoritários, o PNR, as prisões de ontem. E, de repente, reparo que os democratas é que são os maus da fita, só porque proíbem as manifestações de extrema-direita, porque prendem senhores que têm armas ilegais e matam pessoas, porque proíbem idelogias que querem fazer limpezas étnicas e que querem mandar todos os emigrantes "fora", enquanto alguns até já o foram, na terra dos outros.
Agora os democratas, esses que querem a igualdade, esses que querem a liberdade, esses que querem integrar outros povos, esses, criminosos. Criminosos, porque são autoritários. e mais engaçado é que ouço isso dos meninos, dos menininhos, liberais. Os liberais é que apoiaram Salazar e o elogiaram a sua vitória nos concurso da RTP. E mais, outros vêm agora defender que não é democrático proíbir as ideologias fascistas e nazis.
Engraçado, é que se estas ideologias vingarem, estes senhores são os primeiros a ser corridos. Essa é que é essa!

TLEBS

Dizia a especialidade (que eu não sou) que era uma coisa má, que não se adaptava à realidade, que tornava a gramática muito difícil de compreender e logo afastava o interesse pela mesma.
Parece, então que é uma notícia boa. Pelo menos demonstra que o ME (ao contrário de poutros ministérios) tem alguma capacidade de ouvir, e agir.

quarta-feira, abril 18, 2007

A CAUSA

Todo este episódio da licenciatura do PM envolve três tipos de sentimentos que, por sua vez, dão azo a três tipos de reacções.
Uns não gostam do PM, não gostam das suas políticas, não gostam da sua forma de governar, não gostam do PS. E assim sendo aproveitam toda esta situação para soltarem todos os "cães" em cima de Sócrates. Não lhes importa o motivo, importa saber que têm algo, com algumas duvidas bem sustentadas, diga-se, para atirar contra ele. E fazem-no, e insistem, e vão continuar a insistir. Fazem deste tema uma causa.
Outros são manifestos apoiantes do PM e defendê-lo-iam em qualquer ocasião, defendem-no agora. E para o defenderem levam tudo à frente, voltando o ataque contra quem levanta as suspeitas, levantando suspeitas contra quem suspeita do PM.
Outros apenas duvidam e ficam intrigados com toda esta situação. Querem que ela acabe, mas também querem ver esclarecida toda esta situação. Acho que me incluo aqui. Já é tempo de acabar com isto, mas acabar bem, com todas as dúvidas esclarecidas. Já lá vão 3 semanas de discussão sobre este assunto. Abandonou-se a OTA, os impostos, o crescimento, o desemprego, etc etc., passaram a temas secundários.
Mas como acabar com isto, com esclarecimentos do PM? Seriam sempre parciais e duvidosos para os primeiros. Com esclarecimentos da Independente? Trariam sempre dúvidas, até para mim. Com dados da Inspecção-Geral do Ensino Superior? É um órgão tutelado diriam.
Eu já apresentei uma solução. Uma investigação da PGR seria independente o suficiente para não levantar dúvidas sobre o seu resultado. Porque afinal está em causa um suposto crime, tráfico de influências ou benefícios a um aluno para obter um grau, que mina a credibilidade do PM. E Sócrates precisa de credibilidade, se quer levar o resto das suas reformas adiante.
Assim, acabava-se com esta questão, que se tornou uma causa. Porque já começa a cansar!

Todos à Independente

O administrador da Independente referiu na conferência de imprensa que a UnI tem o segundo melhor curso do país nas áreas do Direito e da Engenharia Civil.
Olha se deixam fechar este sítio espectacular só vão prejudicar o país. Nunca mais teremos engenheiros civis e juristas como deve ser.

A montanha pariu um rato

E bem pequenino. Declarações bombásticas, não vi nenhuma. Por cá mantem-se a aposta.

Apostas

Não sei porquê, mas era gajo para apostar como a Independente já não vai fechar.

Pressões? naaaa

Atente o leitor nos seguintes factos e tire as suas próprias conclusões. Anteontem a acessora de imprensa da UnI garantia que ontem haveria uma conferência de imprensa que daria conta de uma investigação interna ao processo da licenciatura do PM e que as declarações seriam "bombásticas".
Ora convidaram inclusive o PM para essa conferência de imprensa, juntamente com Mariano Gago. Estes recusaram e descredibilizaram as informações que poderiam ser transmitidas.
As revelações "bombásticas" (de uma averiguação interna à licenciatura do PM) já não têm a ver com Sócrates.

Isto, minhas senhoras e meus senhores, cheira mal, cheira muito mal. Cada vez mais a imprensa vai aprofundando o tema. Cada vez mais se vão encontrando dados suspeitos.
Isto, meus amigos não vai acabar bem!

Pá que pena! Estou tão, mas tão, mas tão triste, que já nem me apetece escrever nada hoje

terça-feira, abril 17, 2007

Finalmente

segunda-feira, abril 16, 2007

Um país espectacular

No próximo mês de maio Portugal vai receber, pela primeira vez, uma prova a contar para a Taça do Mundo de Triatlo. Facto muito relevante, visto que temos a actual Campeã, Vanessa Fernandes e poderemos dar-lhe um apoio para vencer mais uma prova.
Dirá o leitor, excelente, já que temos muitas lagos naturais e artificiais e rios largos onde se pode realizar a prova, e mais, poderemos também mostrar ao mundo as nossas paisagens naturais, já que esta prova envolve também uma corrida de bicicleta e uma prova de corrida.
Mas engana-se o leitor, com tanto sítio lindo que este país tem, com tanta paisagem natural e um sem fim de lugares onde a prova se poderia realizar a prova vai realizar-se, pois, na cosmopolita Lisboa. Mas melhor, no cosmopolitíssimo Parque das Nações. Então lá vão os atletas nadar no cais dos Olivais (já que barcos por lá não há)e correr entre o Parque e a Ponte Vasco da Gama e acabar a prova dentro (sim, dentro) do Pavilhão Atlântico.
Já que Portugal é Lisboa e o resto é só paisagem!

A dama ofendida por ter chegado tarde ao assunto

"As notícias sobre a licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente (UnI) fizeram todo o sentido há cerca de um mês.
Recorde-se: primeiro, a UnI entrou em convulsão, com as disputas pelo poder e darem azo à intervenção da Polícia Judiciária; depois, sobreveio a crise pedagógica que levaria o ministro Mariano Gago a decretar o encerramento compulsivo do estabelecimento de ensino, a decorrer nos termos da lei. E pelo meio, não se esqueça, surgiu a declaração misteriosa de um dirigente (Amadeu Lima de Carvalho) da empresa que administrava a UnI: "O meu curso vale o mesmo que o do primeiro-ministro."
Ou seja, a partir de uma situação concreta, a crise na Independente, levantaram-se várias dúvidas quanto ao título académico de José Sócrates. Ora, perante um caso destes, numa sociedade evoluída, cabe à comunicação social investigar e ao primeiro-ministro esclarecer.
Um governante tem obrigações - e uma delas é prestar os esclarecimentos que permitam aos cidadãos avaliar, em todos os momentos, a capacidade política do homem para o desempenho do cargo.
Se José Sócrates tivesse um curso obtido por favor, é óbvio que isso afectaria a sua credibilidade pessoal. Por isso ele teve de responder publicamente, na entrevista à RTP, embora com 20 dias de atraso.
Nesse exame público, sobretudo para as pessoas que queriam ouvir sem pretensões de juiz, José Sócrates foi convincente nas respostas e ficou claro o seguinte: o ambiente académico que rodeou a sua licenciatura parece ter sido o mesmo que proporcionou outros milhares de cursos universitários. Não será agradável constatá-lo, porque diz de algum laxismo do Estado na inspecção e regulação da qualidade do ensino superior (e é essa a questão de fundo), mas terá sido apenas isso que aconteceu há mais de dez anos, em 1996.
Antes e depois, se a proposta era provar que tinha havido favorecimento - e era -, a polémica deu em nada.
Por isso mesmo, o jornalismo deveria ter seguido por caminhos mais seguros. Uma "investigação" não produz notícias avulsas todos os dias, algumas sem conteúdo nem sentido. Uma investigação séria pode também acabar sem qualquer publicação ou, então, num caso destes, tem de trazer substância.
Não é nada disto, infelizmente, que está a acontecer.
Sucede-se a divulgação de factos irrelevantes e o caso resvalou para uma guerra entre dois jornais, que podem ser ligados aos interesses dos respectivos grupos económicos, e o primeiro-ministro.
Alguns jornalistas deram mesmo em vestir a pele de donzelas que não aguentam a investida de um assessor e também há quem não esconda a inveja pelo papel da imprensa nos escândalos com Nixon ou Clinton.
Tudo isto pode não ser bom para José Sócrates. Mas tem faltado dizer que já está a ser péssimo para o jornalismo português."

Editorial de hoje do DN

sábado, abril 14, 2007

De volta à vaca fria

Eu bem disse que o tema não acabava depois da entrevista ao PM , e não acabou. aliás, parece que neste caso cada vez que se levanta uma pedra encontra-se um pedregulho escondido, e este é só mais um, e grave, que levanta suspeitas. Houve coisas de que o PM não falou na entrevista, houve coisas que não explicou como devia ser, esta foi uma delas. Não sei se este caso continua a merecer atenção, eu acho que merece, e também acho que é grave e que merece uma investigação. Nem que seja para acabar de vez com as suspeitas e deixar o Governo voltar à normalidade.
e não, não acho, como dizia o deputado José Lello ontem na RTP-N, ( e que apenas vi hoje na RTP1 um destaque) e a quem eu chamo carinhosamente "senhor-quem-se-mete-com-o-PS-leva", que esta seja uma vingança, uma cabala, um boato, contra o PM. Este caso já vem de longe, já é falado há mais de 2 anos, só não teve destaque antes, nem teria, porque não houve a crise na Independente. Não é um boato, são dúvidas fundadas que merecem ser apuradas, a bem do nome da Democracia e do próprio Sócrates.

PS: longe de mim fazer de Agostinho Branquinho, mas cabo de ouvir uma coisa incrível na RTP: a RTP já sabia que Arouca não era Reitor quando aprovou a entrada de Sócrates na Independente, há 2 dias, repito, 2 dias, pela voz do filho de Arouca, gestor da SIDES, e não deu a notícia. Tirem as conclusões que quiserem.

A descida (3)




A revolução continua. Depois dos colunistas já referidos, agora foram a Ana Sá Lopes, a Maria José nogueira Pinto, a Joana Amaral Dias, o Pedro Lomba, o João Miguel Tavares, o Nuno Brederode, o Jacinto Lucas Pires, o António Costa Pinto. Bem, continuo? Nem o Público remodelou tanto.
Mas desenganem-se, são "grandes" as aquisições. Um DN mesmo à imagem do Independente. Hoje há uma nova aquisição. Blogosférica, de onde mais? Radical de direita, de onde mais?
Mas mais, uma secção côr-de-rosa do DN(desculpem, mas adorei esta, ainda não parei de me rir).
Já só falta mudar o título e ter as 25 primeiras páginas de sociedade!

sexta-feira, abril 13, 2007

Pura má-fé

A Poesia!

Hoje, enquanto falava com um aluno do ensino secundário, lembrei-me dos meus tempos de liceu. Dizia ele que odiava poesia e eu lembrei-me que eu também, odiava no meu sentido próprio. Não gostava porque eu via a poesia no meu sentido, não entendia porque é que a interpretação correcta do poema era aquela que uns estudiosos, fechados os seus gabinetes, nos altos das suas cátedras, lhe davam.
Eu não percebia, eu gostava de dar a minha interpretação, aliás, acho que a interpretação livre de um poema é primordial para se gostar de poesia. Em Portugal não se faz isso, em Portugal a livre opinião do aluno só tem uma consequência: o erro; em Portugal o ensino prende a livre criatividade dos alunos. A poesia é só um exemplo.
Eu hoje adoro poesia. E adoro poesia porque lhe posso dar a interpretação que eu quero e não tenho ninguém que me imponha a Sua interpretação.
Devia ser sempre assim. Infelizmente não é.

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Abusivos ou Incómodos?

Já tinha começado antes, mas Pinto Monteiro foi o primeiro "oficial" do regime a atacar os blogues, "são uma vergonha" ,dizia ele. Já antes os colunistas dos jornais os tinham atacado, uma série de intriguistas, boateiros e cheios de más intenções, que se julgam muito importantes, mas que não chegam a ninguém, diziam eles. Diziam também que se escondiam por detrás da anonimidade para dizerem o que querem sem ninguém lhes pedir responsabilidade. Com este caso de José Sócrates, e lembro que as dúvidas começaram na blogosfera, através de uma pessoa bem identificada e com todas as provas e justificações para o que dizia, os ataques continuaram. Fala-se muito mal da blogosfera, fala-se muito mal de nós. Mas porque é que se fala mal? Por dar-mos a nossa opinião? Por não concordar-mos com tudo o que o belo Regime diz? Por sermos uma comunidade que interage entre si e partilha opiniões e interesses?
O que é facto é que a blogosfera, por isso mesmo, por ser um espaço de liberdade, onde os meninos do regime são os que têm menos influência e os que são menos lidos, onde cada um diz o que quer, onde qualquer um pode dar a sua opinião, uma espécie de "cartas do leitor" em maior dimensão, incomoda. Já ganhou o seu espaço nos jornais, nas televisões, os bloggers começam a ser opinion makers, e isso incomoda.
Como incomoda convém desvalorizar, convém negar, convém atacar (forte e feio). "Uma bela democracia (como dizia um amigo meu) é a democracia onde o povo só fala no voto"- é o que o regime pensa. O que vai para além disso é "abuso", tudo o que vai para além disso é incomoda.

Sexta-Feira



Na Serra de St. Helena, nos concelhos de Tarouca e Lamego.

quinta-feira, abril 12, 2007

A descida (2)(act.)

Desculpem voltar ao assunto, mas desde os meus 17 anos que leio o Dn, ou seja, já lá vai um tempinho, e custa-me ver o que se está a fazer ao jornal. A primeira vítima, já o disse, foi o caderno de economia, a segunda, os editoriais ao estilo CM, agora vão os comentadores. Principalmente dois dos meus três preferidos : o Prof. José Medeiros Ferreira, depois o Pedro Rolo Duarte (o terceiro é o Vicente Jorge Silva). Hoje é Ruben de Carvalho que é convidado a sair.
Há dias soubesse que as vendas em 2006 subiram, logo a razão para o despedimento da antiga equipa editorial falha. O DN continua a enterrar-se e o Público é cada vez menos uma alternativa.

Act: Vejam lá se esta nova estrutura não vos faz lembrar nenhum ornal muito lido no sul do país e do qual uma certa pessoa já foi director? Faz não faz?

E agora algo completamente diferente

Toda a gente fala nos 7-1 do Manchester. E então estes?
Relembrado pelo 31 da Armada!

Os pegadores

A questão foi finalmente falada pelo PM. Depois vieram os oportunistas de sempre. O senhor Marques Mendes (MM), tal qual líder da oposição enfraquecido , que todos os dias leva uma facada nas costas de alguém do seu partido, vem aproveitar o trabalho feito pelos outros e tirar de lá o seu aproveitamento político. Golpe baixo digo eu! Aproveitar uma dúvida, e veja-se quantas vezes MM usou a palavra "dúvida" na sua comunicação, para vir fazer-se de paladino da dignidade e da justiçaé algo de politicament condenável. E depois atira o ónus da prova para o outro lado, um estilo do "criem uma comisão independente para investigar".
Eu sugiro outra coisa, se MM quer realmente tomar uma posição política que faça uma moção de censura no Parlamento e que faça uma queixa na PGR. Assim se fazem as coisas em democracia. Não se aproveitam dúvida e especulações para se retirar daí conclusões políticas. Não havia oposição, continua a não haver!

Esclarecidos?

Digamos que talvez.
Acho que a entrevista de ontem foram duas entrevistas: a primeira, de 45 min., tratou do assunto do momento, daquele que distraiu a comunidade blogosferica, os jornais, os comentadores dos canais de noticias, mas que às pessoas pouco chegava, a questão da sua licenciatura. Convenceu-me? Em primeiro lugar já o poderia ter feito à muito tempo, em segundo ficaram muitas questões por responder, por isso não me convenceu completamente. O PM controlou esta primeira parte, via-se claramente que trazia a lição estudada, as respostas estudadas, e os entrevistadores não se souberam impôr e colocar as questões mais incómodas que o Público já tinha suscitado. E por fim ao dizer que os telefonemas eram para prestar informações, bem isso se discutirá hoje e amanhã na ERCS. Mas no fundo da minha ingenuidade o PM pareceu-me sincero.
Mas esta questão distraiu o país por 2 semanas, a discussão da OTA foi secundarizada, a questão da mobilidade foi secundarizada, já está na altura de voltar à normalidade.
Uma segunda parte, e devo dizer que este sim me interessou, falou-se do país. Tivemos o Sócrates de sempre, o Sócrates convicto, o Sócrates acutilante, o Sócrates que defende as suas políticas. Isso associado a uma melhor prestação dos entrevistadores levou àquilo que realmente interessa ao país real. Falou-se da criação e da perda de emprego, garantui-se que a mobilidade especial não leva ao despedimento de funcionários públicos, que é uma garantia o referendo ao Tratado Constitucional Europeu, falou-se da subida dos impostos, da primeira divergência entre Sócrates e Cavaco na questão do aborto, do crescimento do país e dos dados do FMI (que deviam ser melhor analisados porque não são assim tão bons , porque se prevêm o nosso crescimento prevêm o abrandamento das economias Alemã, Inglesa e Americana, principais destinos das nossas exportações), e falou da sua convicção da OTA e da reforma da Saúde, dando um sinal de apoio aos seus ministros.Isto sim devia ter durado mais tempo.
Mas a primeira questão deixou coisas em aberto, coisas que, sem dúvida, deixaram portas abertas para mais notícias. A questão não acabou!

quarta-feira, abril 11, 2007

Duas questões para a entrevista de hoje

  • - "Devemos tratá-lo por Sr. PM ou por Sr. Engenheiro?" - uma sugestão de Carlos Magno, hoje de manhã na Antena 1.
  • - Porque motivo se encerra a Independente pela crise que se instalou por lá e não se dá aos órgãos que a gerem a mesma oportunidade que se deu no passado à Unv. Moderna?

O que se quer de Sócrates hoje

Tenho que começar por dizer que acho uma péssima ideia a entrevista ser na RTP e Antena 1. Não é por achar que têm um mau serviço de informação, pelo contrário, até acho que é dos melhores, mas porque eu nunca perguntaria ao meu patrão coisas incómodas para ele, a não ser que já o tivessemos combinado. Não desconfio da indepência dos entrevistadores, mas tal como não confio numa entrevista dada pelo Belmiro ao Público, não confio numa do PM à RTP, principalmente tendo em conta a crise em que se está.
Mas passando ao essencial acho que, todos, dispensados a lenga-lenga do costume, a do espirito reformista, a de terem um caminho traçado para Portugal, a da reforma da AP (que nunca mais chega), ou seja,a do vamos fazer e a da que já criamos comissões para reformar isto e aquilo. Não, quere-se respostas concretas, o que já foi feito efectivamente, o que vai realmente ser feito, sem o "rosadinho" habitual do PM. E para chegar a esse ponto acho que são essenciais os entrevistadores, o forçar da resposta, e é nisso que eu duvido da RTP. Espero que me engane!
Mas mais que este balanço dos 2 anos de Governo e das perspectivas de futuro esperam-se respostas quanto à polémica da sua licenciatura. Esperam-se, mais que provas, explicações. Já disse, aqui, que pouco me importa se ele é engenheiro ou não para o facto de ser PM, mas importa-me sim que ele explique se ouve ou não influências na UnI para ele se licenciar, se ouve contrapartidas por parte de membros de Executivos que beneficiariam a UnI em troca de licenciaturas, se ouve ou não tráfico de influências para de obter licenciaturas, ou se isto não passa de um boato (com provas a mais diga-se de passagem), se não passa de uma tentativa da UnI para tentar desviar as atenções ou se os erros nos papéis de José Sócrates não passam de erros da Universidade e o facto de ter o mesmo professor em todas as disciplinas que fez na Independente e este ter sido nomeado para cargos executivos não passou de uma coincidência.
Quere-se respostas concretas, não ataques, como alguns membros do Executivo fizeram nos últimos dias, nem se quer mais "engonhanço". Está nba hora de dar respostas, a bem da sua própria imagem!

terça-feira, abril 10, 2007

Olha que ninguém diria!

9 coisas de um fim-de-semana de Páscoa

  1. É uma péssima ideia enfiar um jipe numa poça de água que se desconhece, pode dar maus resultados.
  2. Pacheco Pereira até tem uma certa razão quando diz que temos os últimos anos de paisagem natural em Portugal. Com tanta ventoinha daqui a dias levantamos vôo.
  3. Pior, não é que eu me importe co as ventoinhas em si, importo-me é que os enhores que as fazem se achem no direito de cortar caminho públicos nas nossas serras como se fossem donos delas!
  4. Nunca ponham crianças a cantar numa missa de Páscoa às 9h da manhã. Pode não dar os melhores resultados.
  5. O meu blogue vale $5,645.40. Uau, tanto! Mas já agora onde o posso levantar?
  6. Scolari vai abandonar a selecção depois de 2008. Que pena. ai que estou tão triste!
  7. Estou velho, não conseguir saltar um riacho com menos de dois metros de largura é a decadência total para quem tem a minha idade.
  8. Alguém me explica para que serve o IPPAR senão para deixar na ruína o nosso património arquitectónico?
  9. A vida sem jornais, sem internet e sem televisão é uma vida muito mais feliz.

Breaking News - Um passo Positivo

sexta-feira, abril 06, 2007


Igreja de S.Vicente, Lisboa

quinta-feira, abril 05, 2007

Só? Vejam lá se não querem mais nada...

Governo quer uma Expo e um Euro por década!
É oficial, Portugal vai ser o país do elefante branco! Sem dúvida mais uma ideia genial do Sr. (não sei se também é engenheiro) Pinho.

A genialidade do ser...

Clique para aumentar.
Fonte: Público

Um bitaite por dia, não sabe o bem que lhe fazia

O bitaite de hoje é sobre o PM, Sócrates. Descansem que não vou "cascar" outra vez no homem, antes pelo contrário. Depois de tanto dito por dito, especulação, e mesmo graves suspeitas parece que o senhor vai abrir a boca sobre a polémica acerca da sua licenciatura. Não é novidade, há dias que os opinion makers, nos jornais, blogs e televisão, dizem que ele o deve fazer, não por ser importante o título, por mim até podia ser pedreiro, com todo o respeito por estes, mas porque paira sobre um PM um clima de suspeição, se a culpa foi sua ou da universidade, revelar os papéis que foram escondidos da reportagem do jornal Expresso, mostrar que não houve fraude na emissão do seu diploma.
Alguns centram-se no facto de ele ser engenheiro ou não, a mim não e importa, é mais um título como os outros. Importa-me se ouve fraude ou não, importa-me sim a transparência, importa-me que não aja um clima de suspeição em cima do PM, importa-me que ele esclareça os eleitores, porque ainda é a eles que ele tem que prestar contas, ou a eles ou à justiça.

quarta-feira, abril 04, 2007

Procura-se cérebro

Há pessoas mentalmente doentes, a maior parte pensa que é Napoleão ou Júlio César, outras chamam-se Pedro Arroja. Depois de muita diarreia verbal, incluindo ter afirmado que eram os juristas, e não a Igreja os responsáveis pelos autos-de-fé, vem com toda uma nova teoria: a culpa de ter havido ditadores é das faculdades de Direito. Retira ele a conclusão que os ditadores portugueses eram formados em Direito e daí a culpa de haver ditadores será a de haver juristas. Genial diarreia! Não sei, mas os blasfemos já se livravam dele!

Loucos e génios

Confesso que há poucas pessoas que realmente provocam um sentimento de medo em mim, Mahmud Ahmadinejadn é um deles. Não só por ser um louco que comenda um país e uma orda de fundamentalistas dentro do regime iiraniano, mas porque, por outro lado é um jogador genial.
A captura dos soldados britânicos fez o mundo tremer com a possibilidade de uma resposta armada contra o Irão, mas O Presidente iraniano soube gerir o conflito com um golpe de marketing fantático. Primeiro arranca a confissão dos soldados britânicos (Deus sabe com que meios) e faz-se de vítima dos opressores ocidentais que minam o seu país. Depois entra em negociações e inclusive retira a possibilidade de julgamento dos soldados, cuja pena, de espionagem seria a morte. Agora decide libertá-los e "oferecer a sua libertação ao povo britânico", sabe-se lá a que preço. Depois organiza uma conferência de imprensa no seu gabinete com os soldados em que estes lha agradecem o tratamento que lhes deu.
Mas o que ganha Ahmadinejadn com isto? A vitimização. A posição de vítima em relação ao Ocidente que quer privar o seu povo das "maravilhas do nuclear", do poder opressor da Administração Bush.
Parece que não, mas o Irão foi o único vencedor de toda esta situação. Ganha um novo estatuto face aos cidadãos mundiais. Não poderia ter corrido melhor!

"O fundo do canudo"

"Não, não sou doutor. Sou apenas senhor, como o sr. António Champalimaud." Habituei-me, em tempos, a repetir esta frase sempre que alguém me atribuía um título académico que não possuo mas que seria supostamente adequado à importância que me concediam. A minha referência a Champalimaud não era gratuita: não tinha nenhuma simpatia particular pela personagem, um homem extremamente arrogante que já se considerava dono do País ainda na época de Salazar (e que, para provocar o ditador, se deixara fotografar junto de Jaime Cortesão, Aquilino Ribeiro e outras figuras da oposição democrática). Mas talvez porque fosse um dos homens mais ricos de Portugal, Champalimaud prescindia altivamente de qualquer distinção nobiliárquica universitária. Num país de doutores, ele podia permitir-se ser apenas senhor - um grau de distinção que o diferenciava dos demais. Eu não tinha nem a fortuna nem a arrogância nem as manias de Champalimaud. Apenas compartilhava com ele essa diferença.
Portugal é o único país da Europa e porventura do mundo em que os títulos de nobreza universitária são indissociáveis de uma carreira profissional relevante, em especial na política. A nível caricatural, apenas em Itália encontraremos uma correspondência similar no título de comendador. Ora, entre aqueles que não tiveram a sorte em Portugal de chegar a doutores ou engenheiros, não falta quem exiba festivamente a qualidade de comendador - uma qualidade que, aliás, passa a ser automaticamente consagrada desde que o titular da comenda o reivindique, como acontece, por exemplo, com o coleccionador de arte José Berardo.
Os títulos de nobreza universitária ou outros concedidos pelo Estado - como o de comendador - caracterizam a nossa pequenez complexada e provinciana. Ninguém imaginaria questionar em França qual foi o estatuto académico de André Malraux - que simplesmente não o tinha, mas se tornou famoso como escritor, truculento aventureiro e traficante de objectos artísticos, além de ministro da Cultura do general De Gaulle. Sabe-se também que o mais carismático presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors, teve um passado operário e nenhuma qualificação universitária, destino idêntico ao do primeiro-ministro britânico John Major. E os exemplos poderiam multiplicar-se por esse mundo fora.
Mesmo em Portugal, já ninguém se preocupa em saber se o mais clássico dos nossos poetas e símbolo nacional, Luís de Camões, terá tido qualquer frequência em estudos universitários na sua área de eleição - não os tinha, pura e simplesmente -, ou se o mais genial criador literário português do século XX, Fernando Pessoa, foi doutor em coisa alguma. Aliás, até o nosso Nobel da Literatura, José Saramago, foi serralheiro mecânico e nunca se guindou a nenhum grau universitário. O problema principal são os políticos - e essa é porventura uma velha herança que antecede o salazarismo, mesmo que este tenha sido o inspirador mais recente do complexo de inferioridade (e autoridade) nacional, reverentemente cultivado pela actual classe política.
Nos tempos da monarquia, o acesso às funções mais elevadas do Estado estava quase exclusivamente reservado àqueles que estivessem investidos de títulos nobiliárquicos: condes, marqueses ou duques. A república substitui-os pelos doutores: de Afonso Costa a Mário Soares, sem esquecer Álvaro Cunhal ou até Paulo Portas. Ser Professor revelou-se um galão superior de pedigree, especialmente para aqueles que vinham da província e eram de origem humilde, como Cavaco Silva (e o próprio Salazar). E ser engenheiro emprestou à função primo-ministerial um toque de modernidade, como verificámos com António Guterres e, agora, José Sócrates.
O embaraço do primeiro-ministro com a polémica sobre as suas qualificações académicas não teria razão de existir se o conceito de modernidade de Sócrates não estivesse, no fundo, tão marcado pelo complexo de inferioridade e provincianismo que afecta a classe política. Muito antes do descalabro da Universidade Independente e das notícias dos jornais, já o currículo de Sócrates era maldosamente referido na blogosfera, essa outra praga moderna que escapa ao controlo dos poderes públicos (hoje particularmente hipersensíveis ao "jornalismo de sarjeta" que tanto desgosta o ministro dos Assuntos Parlamentares). Mas a coincidência infeliz entre os episódios indecorosos da UnI e o embaraço socrático acabou por lançar uma mancha inoportuna sobre a credibilidade do primeiro-ministro, independentemente das culpas no cartório universitário privado que lhe concedeu a licenciatura. Como no velho ditado, Sócrates arrisca-se a ver Braga por um canudo - sendo que Braga é a imagem que ele projecta através do seu próprio canudo. E ao fundo do canudo, para além da anedótica irrelevância de ser ou não ser engenheiro ou licenciado em Engenharia, está uma questão de carácter.
"
Não podia concordar mais!

Alice no País do Simplex

- Bom dia, eram duas licenças regionais de pesca desportiva sff.
- Muito bem, trouxe os documentos de identificação?
- Sim, estão aqui.
- Bem, é só um instante então.

5 Minutos depois!

-OK, aqui estão. Já sabe as novas regras?
- Sei!
- Então muito bem, aqui está o seu e o provisório do senhor ******.
- Provisório? Mas provisório porquê?
- Porque tem que ser a própria pessoa a pagá-lo.
- Espere para ver se eu compreendo. eu posso vir tirar a licença, trazer documentos de outra pessoa e vocês passam a licença. Mas só não a posso pagar por outra pessoa. É isso?
- Exacto.
- Mas qual é o objectivo?
- É a licença ser passada à pessoa.
- Mas assim não é?
- É, mas não directamente.


Depois deste diálogo absurdo vim embora. Voltei meia-hora depois e dirigi-me a outra funcionária que me passou as duas licenças.
Já agora, e se antes do Simplex fizessem um upgrade ao pessoal. Boa ideia não?

terça-feira, abril 03, 2007

Em feno?


Sim, em feno. Esta senhora, de seu nome Maria-Rosa Rohner-Rodigari, suiça, faz trabalhos como este em feno.
O catálogo inteiro aqui. Eu já tenho 2.

E alguém o viu?

no comments

Copyright: Público

Lisboa melhor que Nova Iorque!

segunda-feira, abril 02, 2007

Senhor aparelho


Não é só por este post ou por todos os outros que o antecederam, mas Vital Moreira começa a substituir Jorge Coelho como o Senhor Aparelho do PS.
E devo confessar que cada vez mais custa ler, de tão previsível que é!

Gente que não desiste (act.)

Mas a coisa é ainda mais intreressante quando se analisa as razões pelas quais os senhores Não, na forma de deputados, vai pedir a inconstitucionalidade da Lei da IVG. E qual é ela? O aconselhamento obrigatório. Eu sei, eu dizia que haver: uma consulta obrigatória. E isso há, porque as mulheres não são estúpidas, nem nenhumas inconsequentes, levianas e é ÓBVIO que vão a uma consulta antes de fazer um aborto. Como poderiam não o fazer?
Agora virem os senhores pedir a inconstitucionalidade da Lei por ela não prever um aconselhamento obrigatório? Poupem-me. Se eu ainda bem me lembro a pergunta era: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" e não " Concorda com a despenalização da IVG, se realizada com autorização e a bem dizer, pelo que der na real gana de um senhor doutor, nas primeiras 10 semanas e em estabelecimento de saúde autorizado, desde que não seja uma clínica espenhola". Se calhar era o que esta gente queria, mas não foi isto que o povo votou. Não foi o PS que os derotou, foi o povo e , por mais que isto não lhes agrade, ainda é ele quem mais ordena!

Adenda: a propósito do mesmo tema, ver este excelente texto de Eduardo Pitta no Da Literatura

domingo, abril 01, 2007

...

Apenas 3 notas acerca do jogo desta noite:

  1. quem é que teve a merda da ideia de colocar a claque de uma equipa adversário, com uma rivalidade extrema em relação à outra, num anel superior. Não era previsível que os desacatos iam acontecer?
  2. duas horas para os adeptos entrarem, com tanto aparato de segurança à volta deles e como é possível entrarem com os petardos no estádio?
  3. e último, e talvez o mais importante. Até quando é que o senhor Pinto da Costa vai consentir estes comportamentos daqueles alarves que dizem ser a claque oficial do FCPorto?

E já agora não deixa de ser interessante que o Benfica não marcou nenhum golo ;)

Seriamente desiquilibrados da pinha


Honestamente não sou contra nem a favor, aliás, penso que a lei passaria melhor do que a proposta de referendo. Mas também, e já tive a oportunidade de lhe dizer, acho que é absolutamente inconcebível o que se tem feito para chumbar esta lei.
Primeiro foram as sucessivas audiências do PR a mandatários da campanha pelo Não, sendo que a maior parte deles são seus apoiantes e foram grandes responsáveis pela sua campanha.
Agora foram as criancinhas, guiadas pelas cabeças desiquilibradas dos seus pais (QUEM É QUE USA CRIANÇAS PARA ATINGIR OBJECTIVOS POLÍTICOS?????) que se foram concentrar à frente do Palácio de Belém a pedir ao Presidente que vete a lei.
Podia ser uma partida do dia das Mentiras. Não foi!

Dia das Mentiras(3)


Então e logo à noite são quantos?

Dia das Mentiras(2)

Dia das Mentiras

Hoje é um óptimo dia para os portuqueses fazerem aquilo a que estão habituados a fazer 365 dias por ano: Mentir!