sexta-feira, março 23, 2007

A Justiça (do povo)

Quero tudo menos tomar parte na história da pequena E. que foi entregue pela mãe a um casal, que a juiza mandou entregar ao pai biológico, que como, muito bem diz a Fernanda Câncio (num texto que vale a pena ser lido de ponta a ponta) há um ano atrás era um herói, inclusive para a Dona Fátima, que, segundo me dizem, agora, em cada intervalo põe a imagem do Sargento Gomes e há quantos dias ele está preso.
Mas agora tudo é diferente, agora o povo (com uma ajudinha dos media e dos programas da manhãdas privadas) tomou posição, e já lá se dizia que o povo é quem mais ordena. O que uma juiz de Direito, com uma confirmação da Relação, decide não conta. O que foi provado num julgamento não conta, o pai biológico, é um montro que apenas quer prejudicar a criança. E, de epente, todos se esquecem do que se está a falar, da criança em si. Fala-se da prisão "ilegal" do Sargento, das más intenções dos pais biológicos, da pobre mãe adoptiva que anda fugida. O povo tomou posição, e se o povo decide que tdo fica assim, tudo fica assim!
Mas isso não é bem assim pois não? Não é, e aí é que chega a questão. Ora se um tribunal (soberano) ordena que uma pessoa seja presa, por manter uma criança na sua tutela contra uma ordem do tribunal, porque é que estas situações ocorrem? Ou as autoridades já fazem o que lhes apetece. E ninguém investiga? Como é que decide sobre a guarda de uma criança se essa criança anda furagida com a mãe adoptiva? o que me leva a outra questão, será que as autoridades não sabiam, desde sempre, onde elas estavam?
Há histórias mal contadas, e esta continua a ser uma delas. Por isso é que não compreendo como é que alguém no meio de tanta confusão consegue tomar parte.

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