sábado, março 31, 2007

A descida


Aquando da mudança editorial do DN tive a oportunidade de manifestar os meus receios. Começam, infelizmente, a confirmar-se. Não é que o jornalismo tenha vindo a descer de nível, a linha editorial é que tem. O caderno de Economia foi a primeira vítima, dizem-me agora que á sexta-feira vai nascer um suplemento desportivo. Depois seguiram-se uma data de manchetes de má memória, ao estilo da de hoje, ao estilo "Correio da Manhã", em que o objectivo primordial, o de transmitir o que realmente importa na notícia, é deixado de lado pela manchete espectáculo. não foi a primeira, não vai ser a última. Não sei como estão as vendas do DN, mas dúvido que tenham aumentado, porque para sencionalismos já temos o "Correio da Manhã" o o "24 Horas", não precisamos de mais um.

Talvez ao leitor isto não interesse, mas a mim, habitual consumidor de jornais, preocupa. A importância da vendas começa, rapidamente a sobrepôr-se ao critério da qualidade, e não falo só do DN, porque o Público vai pelo mesmo caminho. Como dizia no outro dia o Prof. Amaral Dias: "a imprensa de referência está ligada à máquina, porque perdeu a sua identidade". Porquê? Simples Começa a desagradar ao seu público habitual e aos outros a que quer chegar com esta nova estratégia não impressiona, já têm o seu espaço de leitura preeenchido.

*

Um última chamada de atenção para o Expresso de hoje. Não para a manchete, que tem sido mal interpretada pelos media durante a manhã, mas para a reportagem das 2 primeiras páginas em que descrevem a "máquina de propaganda" deste Governo, a forma como tentam influenciar os critérios editoriais no que toca a noticias sobre o Governo e sobre membros do executivo. Não é pura ficção, e os relatos de editores, chefes de informação e jornalistas estão lá para o confirmar.

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