segunda-feira, março 05, 2007

Aquele cujo nome não se pode dizer

A propósito do que escrevi ontem algures neste blogue sobre aquelas coisas estúpidas que aconteceram no Sábado em Santa Comba Dão, e pelo que tive o cuidado de perguntar a um caro amigo meu (santa-combadense), a maior parte daquela gente que gritava "Salazar", realmente, não era de lá e, aliás, a maior parte das pessoas de lá até ficaram envergonhadas pelo que viram ser transmitido da sua terra na televisão, a TSF está a ter o cuidado de fazer um Fórum a propósito "daquele-cujo-nome-não-se-pode-dizer". Até agora mais ou menos 10 ouvintes, pelo menos 6 deles a falar bem do "Senhor do Vimieiro", outros tantos a falar mal dos capitães de Abril, outros tantos a falar mal de Mário Soares, outros tantos a falar mal dos governantes de agora e a dizer que havia de haver muitos Salazares hoje em dia, a dizer que ditadores são os que governam agora, a dizer que Salazar desenvolveu o paíse os que vieram a seguir enterraram-no,a dizer que Salazar salvou os judeus do Hitler, a dizer que quem morreu no Tarrafal eram os traidores e que morreram, um a falar de "mamões", outro a falar que havia de haver de novo o Tarrafal para mandar alguns para lá, outro a dizer que não há liberdade agora e que até proibem manifestações (?).
Enfim, enquanto escrevi este post já apareceram umas pessoas mais razoáveis a dizer o que realmente Salazar fez, o que realmente fica da memóra de Salazar. A falar do ressurgimento de memórias ditatoriais que , para alguns portugueses, seriam a solução para os males que subsistem neste país. A falar que não é essa a solução, os problemas não se resolvem com ditaduras e com opressão.
Mas afinal já dediquei demasiadas palavras para quem não merecia nem uma.

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