quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Uma espécie de liberal, conservador, socialista, humanitário, católico, mas de centro-esquerda

O título resume um pouco da confusão que vai nesta cabeça: católico, de centro-esquerda (preferivelmente), pró-mercado (liberal por vezes), conservador (às vezes), socialista ( não no sentido de ser do PS, mas no sentido de defender o Estado Social). Confuso? Não, nem por isso, um apartidário convicto e um apreciador de políticas. Claro que todas estas políticas têm falhas, mas têm também grandes virtudes.
Mas vem isto a propósito de quê?
Vem a propósito dos meios de comunicação social e dos seus donos. Digo donos para designar não quem os possui de facto, mas quem manda realmente neles.
Um meio de comunicação deve ser objectivo, claro,actualizado e sobre tudo independente. Independente não no termo das ideias que manifesta, mas em relação a controlo das notícias que publica e em relação a quem o financia. Temos vários exemplos como os subsídios do Sr. Rui Rio e do Sr. Menezes aos jornais regionais a quem davam subsídios e que estavam obrigados a não falar mal no sr. Presidente da Câmara , nem do seu executivo, nem das suas políticas, sob pena de perderem os seus subsídios. Já nem falo do Caso do Sr. Jardim e do Jornal da Madeira e do Diabo.
O mesmo raciocínio que aplica à RTP. Dirão, "mas a RTP é independente". Tem dias, digo eu.
A justificação eterna para a RTP continuar nas mãos do Estado é o serviço público. Mas pergunto eu "que serviço público?". Os tempos de antena que ninguém vê? A informação? a Praça da Alegria? Os jogos de futebol? Os concursos? Os filmes? As séries? As telenovelas? A missa? etc etc etc. Mas não fazem também isso os privados?
Aplica-se o mesmo às rádios públicas e à LUSA. Que fazem elas quue os privados não façam? Pois , nada.
É por isso que há muito tempo que defendo que a RTP e todos os órgãos de comunicação social do Estado sejam privatizados, e mesmo que a ERC , órgão parasitário por excelência, seja extinta.
Por maior transparência e por maior rigor no tratamento das notícias. Por maior independência e objectividade. O resto? O mercado sabe bem filtrar, e no fim de contas existem os tribunais, não precisamos de órgãos políticos para controlarem a C.S.
Quanto ao serviço público (se ele existe) bem pode haver uma exigência legal para o seu cumprimento.
E já nem falo da concorrência desleal da RTP em relação aos outros operadores, pois além de receber subsídios, encapotados de indemnizações pelo encargo de serviço público, ainda tem as receitas de publicidade.
Já está na altura de deixar o Mercado funcionar.

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