segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Público

Adoro ler jornais e sou muito conservador quanto a isso. Gosto de os ler em papel e por isso não embarco nessas derivas de ler jornais on-line.

Por isso quando sei que um jornal vai ser lançado ou reformulado corro para ver como ficou, foi assim com o novo DN, o SOL, a Visão, o Expresso. Tirando o SOL fiquei agradado com a mudanças de todos, até porque uma mudança não se faz apenas por se mudar o grafismo, as cores, o formato. Faz-se pela mudança dos conteúdos, pela forma como se tratam as notícias, pelo jornalismo de investigação, pela opinião.

O mesmo se passou com o novo Público. Gostei do novo aspecto, mas ser a cores ou não, não me interessa muito. O segundo Caderno, a P2 parece-me uma óptima iniciativa, mas puve um deterimento no tratamento de outros temas, como a economia, por exemplo (embora hoje seja segunda). A opinião foi reformulada, uns entraram, outros saíram, outros mudaram de dia, mas o "pingue-pongue" na última página entre o Rui Tavares e a Helena Matos agrada-me.

Mas nem só a gráfica muda um jornal, e o Público continua com muitos dos seus velhos vícios. O tratamento que dão a algumas notícias, o jornalismo especulativo, não mudou o espírito, não mudou a filosofia, não mudou o Director. José Manuel Fernandes é o responsável pela perda de leitores nos últimos anos, pelas opções editoriais que toma, mas também pelas ideias que incumbe aos jornais.

Mudou a pele, o interior continua o mesmo. Pelo menos por enquanto.

Ah, uma visão do exterior sobre uma grande capa, a segunda seguida:


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