quarta-feira, janeiro 17, 2007

A velha história das "pontes" e dos investimentos


Devo dizer que ri à gargalhada (e ainda continuo a rir quando me lembro) quando ouvi o nosso adorado PR a falar dos feriados em Portugal obviamente, depois de um reputado gestor ter mencionado tal problema, se o considerarmos assim. Ora dizia tal figura ( o gestor , não o PR) que "tal como em todos os países avançados, que o fazem à decadas, Portugal devia adoptar uma legislação que transporta-se (palavras dele) os feriados à terça, quarta e quinta para segundas, sextas, ou mesmo, sábados ou domingos", tudo isto para evitar as "pontes" e fins-de-semana prolongados e a bem da velha produtividade nacional que segundo eles anda pelas ruas da amargura. Ora bem: reflictamos sobre o assunto.
"Países desenvolvidos", bem, de certeza que os EUA e o RU devem ser países do terceiro mundo, porque tendo muitos mais feriados que nós, feriados que até fazem encerrar as bolsas, nunca adoptaram tal legislação, além disso, de que é quue serve a comemoração de uma data de não é feita nessa mesma data?Modernices!
E depois a produtividade, pois, a produtividade. querem saber uma coisa , vinda de uma pessoa que convive e conhece patrões e emigrantes: os nossos patrões é que são uma merda. São, sem mais nada a acrescentar. Sim, porque não é por passar a fronteira que um português aprende a trabalhar, e somos uma grrande mão-de-obra por essa Europa a fora: Espanha, Luxemburgo, França, Alemanha, Suiça, etc etc, e não ouvem falar mal de um trabalhador português, antes pelo contrário, acham que são esforçados, trabalhadores e esforçam-se por os manter. Daí que só veja uma solução: liderança!
A segunda parte deste é dedicado aos investimentos em Portugal que tanto me vieram à cabeça nesta viagem de Cavaco Silva à Índia. Mais uma coisa que me mete piada: a sociedade empresarial portuguesa, aqueles liberais de trazer por casa que passam a vida a pedir que tudo seja privatizado e liberalizado, que o Estado não se meta em nada, e depois endam sempre, e descupem-me a expressão brejeira, a cheirar o cú ao Governo pra ver se cai uma isençãozinha fiscal, um apoio ao investimento, um benefício na segurança social dos trabalhadores, etc etc etc. Que bonito, é o que eu digo. Que inovadores e empreendedores, que precisam que o PR vá à Índia pa irem todos de reboque. Vão tarde.
Mas esses são os menos, menos porque não são esses os inovadores, não são esses os que ganham os prémios internacionais, não são esses que são reconhecidos pelo mundo fora, e não são esses os grandes investidores. Esses são os que os pedinchões e mandões, os outros são os que trabalham!

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