quarta-feira, janeiro 31, 2007

Uma risada por dia, não sabe o bem que lhe fazia!

Portugal...

Bem, cá vai mais um reflexãozinha (ando mesmo deprimente).
No programa "O Portugal de..." que a RTP transmite regularmente às terças-feiras, seja a que horas for, o convidado era Vasco Pulido Valente ( homem com o qual raramente concordo) falava de Portugal como um país que tem sempre a intenção de repetir o que os outros fazem, os outros são, e como eles são, nós também queremos ser. Senão veja-se: qisemos ser um Império colonial como foi a Inglaterra ou a Espanha, falhamos; quisemos ser negociadores como os Holandeses, falhamos; quisemos ser a Irlanda do continente, falhamos, agora queremos ser como a Finlândia, logo se verá.
O que conclui com isto? Vasco Pulido Valente conclui que somos um país falhado, mas mais que isto, e nesta parte não podia estar mais de acordo com ele, somos um país que tem que parar de tentar imitar os modelos dos outros e encontrar-se a si próprio e evoluir como tal.
Um Portugal que imita Portugal, nada mais.

Desistam já que ainda vão a tempo

"O 17 com que se formou em Direito, na Universidade de Lisboa, não colhe méritos no ensino privado."

no Público de hoje.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Grandes? "Pequenos"!(3) ou um embuste?

Eu sei, prometi que não voltava ao tema, mas tem que ser.
Sim, senhor uma votação muito bonita. Salazar vai à frente dizem eles. As hostes agitam-se: "a democracia vai eleger como o seu melhor o inimigo da propria democracia"; "Salazar era um grande português"; "Lobbi, qual lobbi? Salazar vai ganhar porque os portugueses gostam dela e acham que devia haver muitos como eles"; "o grande Salazar".
Honestamente , e ingenuamente sempre pensei que os portugueses tinham um pouco de cabeça e não iam eleger uma pessoa que nos oprimiu e nos manteve numa ditadura durante 40 anos.
Mas se Salazar não ganha pela ignorãncia do povo, então aproveita-se tal ignorância para fazer este maravilhoso embuste que aqui se apresenta. Espero que os portugueses tenham pelo menos a intelgência de não continuarem a cair neste embuste e que não deêm um prémio democrático a quem sempre foi seu inimigo.

Coisas que não se percebem

Os portugueses são sem dúvida pessoas curiosas que qualquer sociolólogo e psicólogo gostariam de analisar. São sem dúvida pessoas "bipolares", para não dizer mais, já nem falo de alguns que por aí por aí dizem que querem a despenalização da IVG e depois vão cotar Não, mas antes da sua relação com o govrno que por aí anda, do seu líder José Sócrates e do seu querido PS. Pois e senão veja-se: o Governo fecha maternidades, milhares contestam; o Governo reforma as carreiras dos professores, milhares protestam; o Governo reforma o sistema de Segurança social, milhares contestam; o governo altera o Codigo do Trbalho, milhares contestam; o Governo faz certa obra, milhares contestam; o Governo altera impostos, milhares contestam; o Governo, faz isto e aquilo, milhares contestam.
Quem lê o que acbo de escrever pensa assim: malfadado Governo que tanto mal fazes e que deves andar nas ruas da margura, juntamente com o teu líder mais o partido que te suporta. Mas não, nada disso. Quem vê sondagens, quem vê a maior parte dos comentadores, lê os jornais vê exactamente o contrário: este governo está, ainda, no seu estado de graça, o seu líder bate de longe a popularidade dos líderes dos partidos da oposição e o seu partido bate de longe os restantes atingindo de novo a maioria absoluta.
Há coisas que ninguém percebe, nem mesmo em Portugal.

Lendo por aí(2)

Continuei a pensar sobre que tipo de blogger sou e acho que cheguei a uma conclusão. Sou aquele tipo de blogger que se assemelha á pessoa que preenche os espaços de tribuna livre dos jornais. Sabem? Aquele que dá o seu bitaite por tudo o que se passa, aquele que tem uma opinião sobre tudo, ou quase tudo, aquele que lê e vê quase tudo e depois tem que dar a sua opinião sobre tudo.
Sim, acho que sou assim e acho que vou continuar assim, e assim vou escrevendo.
Porque no debate também se pode rir!

domingo, janeiro 28, 2007

Assim, assim


Há coisas que desde o princípio cheiram mal. Começam a cheirar ainda pior quando pensamos que estamos a contar uma verdade sobre esse facto a uns amigos e horas depois a história que contamos já não é bem a verdadeira história porque já surgiram uns factos novos.
E assim continua, conforme os dias passam as versões vão-se afastando da primeira (a que julgavamos ser a verdadeira) e cada vez são mais contraditórias entre si.
Assim acontece com a história da adopção da Esmeralda. Primeiro foi deixada aos pais adoptantes porque o pai não a aqueria e a mão não a podia sustentar e depois o pai foi obrigado (5anos depois) a fazer um teste de paternidade. Depois o pai biológico não sabia de nada e 2 anos depois é que o MP lhe pede para fazer o teste e este demonstra imediatamente que quer ficar com a menina. Depois surge a mãe bológica que diz que a manina deve ficar com o casal adoptante e não com o pai, depois diz que o pai nunca quis perfilhar a E., depois descobre-se que já antes a mãe tinha dito queria que a filha fica-se com o pai, depois já queria ficar com ela para a entregar aos pais adoptantes, agora, segundo o EXPRESSO de ontem e o DN de hoje já quer ela ficar com a menina.
Estão confusos, também eu. Mas esta história vai cheirando cada vez pior, e a coitada da Esmeralda é a única vítima no meio disto tudo.

sábado, janeiro 27, 2007

Lendo por aí


Quando se começa a ler muitos blogues começa-se a ter um defeito: a imitação e a repetição de ideias. E depois comça-se a ter a noção que a maior parte deles são extremamente chatos e aborrecidos de se ler porque estão sempre a bater na mesma tecla.
Mas o que é um blogue? É um espaço pessoal onde se projectam as nossas ideias, os nossos estados deespírito, os nossos bitaites sobre tudo o que se passa, as nossas sugestões, os nossos gostos pessoais, os nossos elogios, as nossas desilusões, os nossos credos, os nossos ódios, diriam uns. É o aperfeiçoamento da democracia, a forma de dar a voz aos cidadãos, o fim da intermediação dos políticos quanto à vontade e pensamento dos cidadãos, diriam outros. É um espaço de satisfação pessoal, um exercício de vaidade, porque o blogger escreve porque quer ser lido, diriam outros, sim, porque dizer que não queremos que ninguém nos leia é, na verdade, uma mentira, porque toda a gente quer que o que escrevem seja lido, porque senão não escreviam.
E ao pensar nisto cheguei a uma pergunta pessoal? Como sou eu como blogger? Chato? Maçador? Triste? Alegre? Entusiasmante? Repetitivo? Pensador (dou que pensar)? etc etc etc. Honestamente não sei, sou "simplesmente eu" e escrevo porque quero e porque sou lido, se não fosse, enfim, logo se via.
Bom fim-de-semana!

O tempo que passa

Começa esta semana o Julgamento dos terroristas responsáveis pelos atentados de 11 de Março.
Em Inglaterra muitos dos responsáveis estão presos e o julgamento de muitos começará em breve.
Passaram 2 anos sobre os atentados de londres e Madrid.
Cinco anos passados sobre os atentados de 11/9 , duas guerras depois, centenas de prisioneiros na baía de Guantanamo onde não existem NENHUNS direitos humanos, e depois de se ter assumido que a política anti-terrorista de Bush falhou ninguém foi condenado pelos atentados de Nova Iorque.

Marcelismos

Esta coisa toda dos vídeos do Prof. Marcelo no YOU TUBE só me lembra o que já aqui escrevi à algum tempo. Com as expectativas de que Cavaco, com um mandato demasiado interventivo e a dar sinais que vai ser o único, se afaste em 2011 Marcelo começa a chegar-se à frente e a aproximar-se da população, como bem convém.
Mas não será que o prgrama dominical não chegava? Para os mais velhos até chegava. mas como há dias bem se dizia está no ar a geração YOU TUBE, a geração dos blogues, a geração da Internet. E não se iludam, o professor não tem nada de burro. Depois disto segue-se a presidência europeia, o tema da Constituição, as legislativas de 2009.
Com Durão Barroso o caminho parece facilitado para o Professor.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Piadas à Marques Mendes

Lembrem-se das autarquicas de 2005. Marques Mendes, esse "grande" líder da oposição, manifestou que nem Isaltino Morais nem Valentim Loureiro seriam candidatos às eleições autárquicas por estarem envolvidos em processos judiciais.
Hoje, dia 25/1/2007 Marques Mendes afirma que mantém toda a confiança no painel que (des)governa a Câmara de Lisboa. Das duas uma: ou Marques Mendes mudou os seus parâmetros da noção de "envolvimento em processo judicial por corrupção" ou abre uma excepção para não abranger uma equipa da sua exclusiva responsabilidade e não cair atrás dela.
Os dois primeiros é que devem estar a rebolar no sofá... de tanto rirem!
Só uma última coisa, e tendo em conta que tenho em conta Carmona Rodrigues como uma pessoa séria e responsável: Está à espera de quê para se demitir e convocar novas eleições?

Coisas que se apanham

Às vezes pensamos que certos jornais acabaram, e pensamos, ainda bem, não fazem falta nenhuma. Depois descobrimos que alguns que pensavamos extintos não estão, e pensasamos: que mau. E até nos perguntamos como é que eles ainda sobrevivem, mas pronto.
É o caso deste jornal. Mas depois ainda se agrava quando se lê por lá coisas como estas ainda por cima não assinadas.
Por onde anda a ERCS agora?

quarta-feira, janeiro 24, 2007

"Impostando"

Há um princípio básico das finanças públicas que diz que as receitas efectivas devem cobrir as despesas efectivas e as despesas não efectivas, ou para leigos, que os impostos de vem cobrir as despesas correntes do estado mais os emprétimos que este faz. Tendo em conta que Portugal se encontra endividado na casa dos 75% do PIB (15% acima do que está previsto na PEC -60%) se seguirmos tal critério este excesso de dívida pública terá que ser compensado por um aumento de impostos no curto prazo de forma a não aumentar ainda mais o endividamento do Estado que ao ritmo de crescimento actual em 2020 pode estar dos 120% do PIB. Sendo assim o pomposo anúncio do Ministro das Finanças de que em 2010 poderia haver um alívio da carga fiscal não quererá dizer aquilo que se pensa à primeira vista: uma baixa dos impostos, mas talvez um alívio em certos impostos, directos, mas não nos indirectos, pois é destes que vem a maior parte da receita tributária do Estado.
Mas quererá isto dizer que se deve aumentar os impostos para cobrir toda a despesa pública?Não. O que deve acontecer é uma necessária diminuição da despesa de forma a diminuir o recurso ao crédito, que neste momento está a cobrir receitas efectivas do Estado, violando todos os princípios de equilíbrio orçamental, mas já que a conjuntura o exige.
Mas vem isto a propósito do excesso de impostos que este Governo cria e que justifica de formas um pouco iverosímeis, nomeadamento do aumento incrível que o IA vai sofrer com a sua nova componente "ambiental", do aumento da tributação às lâmpadas incandescentes( além do IVA) que representam a maior parte da venda de lâmpadas e o mais incrível de todos: a tributação sobre as doações de casamentos, com a obrigação de declaração de tais doações, como forma de combater a fuga aos impostos que elas representam. Esta é a mais engraçada, porque é sem dúvida a que mais se intromete na vida dos cidadãos e é sem dúvida a mais díficil de cumprir pois as doações monetárias simplesmente passarão do cheque ao sem depósito incentivando ainda mais a fuga ao fisco, além da parvoíce da retroactividade que viola claramente o princípio da irretroactividade da lei fiscal.
As intenções do Governo em reduzir a dívida pública são boas e louváveis, mas talvez devesse pensar melhor na forma como as executa.

Vindo do país das 3 mentiras

Pedro correia no Corta-Fitas:

"Menino Nuno – Já não brinco mais com vocês. Vou-me embora. Já não há pachorra para aturar o Zé, que quer os berlindes todos só pr'a ele. Daqui a nada vou-lhe às trombas!

Menino Zé – O Nuno é que é um estúpido. Rasgo-lhe o peritoneu não tarda nada!

Menino Telmo – Ó Zé, tem calma. O Nuno até é um gajo porreiro. Passa-lhe lá um berlinde para ele também poder brincar, pá.

Menino Zé – Nem penses! Só jogo se este parvalhão sair daqui. Vocês não se esqueçam que os berlindes são meus!

Menino Martim (em surdina) – ‘Tou contigo, Zé. Mostra-lhes quem é que manda...

Menino Nuno – 'Tá bem, 'tá bem, eu saio. E já nem quero saber da porcaria do jogo. Mas ó Zé: se continuas a chatear-me o juízo parto-te a cara!

Menino Zé – Então parte, anda cá partir, anda se és homem!

Menino Éle Pê – Tenham calma, não se zanguem. Eu jogo no lugar do Nuno e não se fala mais nisso.

Menina Teresa (virando-se para Paulo, que contempla a cena) – Ó Paulo, já viste que não há maneira de eles se entenderem?

Menino Paulo (em surdina) – Deixa-os estar, deixa-os estar. Eles que se esganem uns aos outros. Ih, ih, ih! Aqueles berlindes ainda hão-de ser todos meus.

Menino Luís (também em surdina) – ‘Tou contigo, Paulo. Mostra-lhes quem é que manda...

Naturalmente, qualquer semelhança entre o diálogo precedente e a atribulada vida interna do CDS é pura coincidência."

A acabar o dia

Desculpem lá a ausência mas o dia só tem 24h e não há tempo para fazer tudo. Além disso este aqui, por agora, merece mais atenção.

Gostava também de prestar a minha homenagem pública ao Professor Ruy de Albuquerque que faleceu na última sexta-feira. Não fui, directamente, seu aluno, mas o seu contributo para o direito em Portugal é algo inquestionável. Além disso, os seus estudos sobre a História do Direito são um grande contributo para qualquer jurista ou cidadão.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Elevação!

Pergunta e constatação do dia

Por este andar em 2009 vamos ter outra maioria absoluta, mas para este aqui.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

A velha história das "pontes" e dos investimentos


Devo dizer que ri à gargalhada (e ainda continuo a rir quando me lembro) quando ouvi o nosso adorado PR a falar dos feriados em Portugal obviamente, depois de um reputado gestor ter mencionado tal problema, se o considerarmos assim. Ora dizia tal figura ( o gestor , não o PR) que "tal como em todos os países avançados, que o fazem à decadas, Portugal devia adoptar uma legislação que transporta-se (palavras dele) os feriados à terça, quarta e quinta para segundas, sextas, ou mesmo, sábados ou domingos", tudo isto para evitar as "pontes" e fins-de-semana prolongados e a bem da velha produtividade nacional que segundo eles anda pelas ruas da amargura. Ora bem: reflictamos sobre o assunto.
"Países desenvolvidos", bem, de certeza que os EUA e o RU devem ser países do terceiro mundo, porque tendo muitos mais feriados que nós, feriados que até fazem encerrar as bolsas, nunca adoptaram tal legislação, além disso, de que é quue serve a comemoração de uma data de não é feita nessa mesma data?Modernices!
E depois a produtividade, pois, a produtividade. querem saber uma coisa , vinda de uma pessoa que convive e conhece patrões e emigrantes: os nossos patrões é que são uma merda. São, sem mais nada a acrescentar. Sim, porque não é por passar a fronteira que um português aprende a trabalhar, e somos uma grrande mão-de-obra por essa Europa a fora: Espanha, Luxemburgo, França, Alemanha, Suiça, etc etc, e não ouvem falar mal de um trabalhador português, antes pelo contrário, acham que são esforçados, trabalhadores e esforçam-se por os manter. Daí que só veja uma solução: liderança!
A segunda parte deste é dedicado aos investimentos em Portugal que tanto me vieram à cabeça nesta viagem de Cavaco Silva à Índia. Mais uma coisa que me mete piada: a sociedade empresarial portuguesa, aqueles liberais de trazer por casa que passam a vida a pedir que tudo seja privatizado e liberalizado, que o Estado não se meta em nada, e depois endam sempre, e descupem-me a expressão brejeira, a cheirar o cú ao Governo pra ver se cai uma isençãozinha fiscal, um apoio ao investimento, um benefício na segurança social dos trabalhadores, etc etc etc. Que bonito, é o que eu digo. Que inovadores e empreendedores, que precisam que o PR vá à Índia pa irem todos de reboque. Vão tarde.
Mas esses são os menos, menos porque não são esses os inovadores, não são esses os que ganham os prémios internacionais, não são esses que são reconhecidos pelo mundo fora, e não são esses os grandes investidores. Esses são os que os pedinchões e mandões, os outros são os que trabalham!

terça-feira, janeiro 16, 2007

Das verdades (ou não) - 2

"A mulher é louca";" a mulher quer é destaque"; " a senhora eurodeputada fantasia"; " a sua senda conta José Sócrates está a passar das marcas"; " não se admite que uma eurodeputada esteja tão obcecada em manchar o nome do seu país que chegue a fantasiar coisas e a fundamentar-se em dados absurdos atacando o governo do seu próprio país!".
Isto e muitas outras coisas forem escritas e ditas acerca de Ana Gomes ( e estas foram só as que decorei) e acerca da forma como esta eurodeputada tem tentado descobrir a verdade sobre a passagem de voôs da CIA por Portugal a caminho de Guantanamo.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Uma espécie de progressista

Se bem que decidi à uns meses que tudo o que tinha a dizer sobre o aborto seria divulgado no outro blogue, colectivo, este já é o segundo texto que escrevo aqui sobre o assunto. Não sei porquê. Talvez porque este seja o meu espaço (puro e duro) e não quero vincular os meus parceiros a certas opiniões que são demasiado pessoais, ou, porque sendo aquele um blogue com mais audiência, aqui me sinta mais resguardado e não sujeito a acusações que às vezes me fazem lá ,por vezes não muito simpáticas.
Perguntam-me vocês de que é que estou a falar. Da minha posição em relação à Igreja (Católica, Apostólica, Romana) no que toca a este debate sobre a despenalização da IVG ( e não, não tenho problemas em falar em aborto, só não é o termo técnico). Não é que não ache que a igreja deva abster-se de participar neste referendo (já o disse), mas discordo completamente da forma como o faz. Sim, a Igreja defende a Vida, já o sabemos. Sim, interfere neste referendo no contexto da sua ideologia, e que julga que tal ideologia se deve sobrepôr à de um Estado laico, democrático e de Direito, e que tal Estado não tem o direito de referendar o que não é referendável, ou seja, a Vida. Mas, à parte de esta não ser a questão que está em discussão neste referendo, porque ninguém está a referendar a vida (tal é impossível), a forma como a igreja está a fazer campanha é a errada e está a afastar cada vez mais os seus fiéis da sua posição.
Se bem que sempre fui um católico um pouco progressista e incomodado ( a minha catequista dizia que punha muitas perguntas incómodas e estranhas), que defende o uso do preservativo, da pílula, que defende o planeamento familiar, a ordenação das mulheres, a despenalização da IVG, critica a falta de apoio da Igreja a certas populações durante conflitos armados, que condena o passado da Igreja e a forma como a Igreja fecha toda a sua história a sete chaves e condena e excomunga todo e qualquer um que coloca questões um pouco mais incómodas, que é governada por uma série de cardeais com uma visão muito pequena do que é o papel da Igreja no mundo, que acha que só a Igreja Romana tem ( e aceita) esta "coisa nenhuma" que é o católico não praticante, etc etc etc.,aliás a minha mãe sempre me disse que eu era muito avançado para a Igreja e que devia conter-me um pouco mais.
Isto tudo à parte permitam-me esta crítica. É inadmissível a forma como a Igreja está a conduzir a sua participação neste referendo. Já nem vou falar dos panfletos que se andaram a espalhar por Fátima, que eram uma forma pouco digna de apresentar Nossa Senhora tentando manipular da forma menos digna a adoração que muita gente lhe faz, mas adiante.
Eu até não me importava que os senhores sacerdotes fossem fazer campanha e apelar ao voto no Não, mas fazer campanha de um altar abaixo, durante uma missa em que as pessoas vão fazer nada mais que rezar e ainda por cima da forma como o faz, é impossível. Um exemplo: chamar de terroristas, assassinos, genocídas, pecadores, e ainda outras expressões pouco dignas, valeu a um padre o abandono da missa a meio, por mim e por muitos outros que se sentiram revoltados por irem àquele lugar rezar e terem de ouvir tal barbaridade.
Principalmente de uma Igreja que excomunga a mulher que aborta e que perdoa, e abençoa, o assassino, o genocída, que não diz uma palavra a condenar a pena de morte.
Esta é a Igreja que afasta milhares de fiéis todos os dias devido às suas posições. Esta é aIgreja que faz campanha pelo Não em Portugal. Esta é a Igreja que apesar de liderada por uma pessoa com um alto nível moral, em Portugal, publica panfletos como aquele que referi. Esta é a Igreja que se esvazia, e infelizmente não percebe porquê.

domingo, janeiro 14, 2007

Grandes? "Pequenos"!(2)

Vasco Pulido Valente no Público:

"Quer se goste, quer não, "a lista dos 100" não deixa de ser um bom retrato do Portugal de hoje: analfabeto, pretensioso e, saloiamente, "modernizado". "

sábado, janeiro 13, 2007

"Blogo-Coisas"

"A partir de hoje todos os cidadãos, condutores e apanhados a conduzir com taxa até 1,44g/litro, se presentes ao juiz, podem optar por trabalho comunitário.

Se o juíz não seguir a jurisprudência do Caso Luisão, basta recorrer ao Supremo, e alegar que é uma figura pública lá no seu bairro."


António Duarte, na Grande Loja do Queijo Limiano

Grandes? "Pequenos"!

Nada mais havia a dizer sobre aquele concurso "patético-ridículo" chamado "Grandes Portugueses"(RTP). Tudo o que tinha para dizer, já o tinha dito. Achava eu. Pelo menos até me deparar com a edição do Público de quinta-feira (disponível para assinantes ou edição impressa) e deparar-me com a lista que vai ser divulgada amanhã com os 100 "grandes" portugueses.
Que dizer? Bem, é melhor esperarem e verem.
O que me preocupa é a expressividade da votação. Foram 100, 1.000, 10.000, 100.ooo, 1.000.000? Era bom saber. Pelo menos para saber se estamos assim tão mal, ou se são apenas alguns.
Nota: Leiam este comentário do Pedro Correia (Corta-Fitas)à divulgação dos resultados e podem ter uma ideia do que vos espera.

Das verdades (ou não)

Parece que anda uma moda generalizada neste país, e na blogosfera em particular (parece que dá audiência) de "cascar" na eurodeputada Ana Gomes. Porquê? Porque esta senhora está a fazer o que é muito raro: o que lhe pagam para fazer. Mesmo que tenha que criticar o Governo do seu próprio país (e partido ). E faz muito bem.
É imperativo saber se os governos europeus participaram ou não no rapto e transporte ilegal de prisioneiros suspeitos de terrorismo ela CIA e, mesmo, se têm prisões desta agência nos seus territórios.
Mas parece que cá há gente mais "bushista" que o Bush e que prefere atacar uma eurodeputada que procura a verdade do que saber se o seu Governo foi ou não cúmplice neste crime.
De resto tal ideia foi comprovada com o chumbo de uma comissão parlamentar especial para investigar o caso e que foi não só chumbada pelo PS como também pelo PSD e PP ,pensem lá porquê?
Parece que mais uma vez vamos ter que esperar pelas comissões americanas para se descobrir alguma coisa nesta velha Europa.
(Nota 1: fica por falar do questão do protagonismo do Parlamento Europeu em relação ao Conselho e que dá pano para conversa, mas fica para outra ocasião.
Nota 2: interessantissima a série que o Channel Four inglês está a transmitir na qual Tony Blair é julgado por crimes contra a humanidadecometidos na Guerra do Iraque. Obviamente Bush e seus compinchas nunca poderão sofrer tal destino, poisos EUA não aderiram ao TPI. É pena!)

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Mais um brinquedinho para os portugueses...

...mais um "créditozinho" na Cofidis.
Mas eu não me importo de receber um,ah!

quarta-feira, janeiro 10, 2007

O seu a seu dono

O Rui Cerdeira Branco mudou outra vez de casa. Agora está no Adufe4.0.
A acompanhar, como sempre!

Lisboa vista por lisboetas

Renasceu o Carmo e a Trindade, um blogue feito por lisboetas que amam a sua cidade e que têm sempre algo a dizer sobre ela.
A acompanhar.

domingo, janeiro 07, 2007

O sempre em pé

Se há coisas em Portugal que estão na moda, uma delas é desancar na Comunicação Social. Ora porque só falam bem do Governo, ou porque falam mal; porquue falam bem das autaquias, ou porque falam mal; porque tem muitos comentadores, ou porque têm poucos e todos eles desancam no PSD, etc etc.
O último ataque veio de Rui Rio . Ora de quem. Se há pessoa neste país que se está sempre a pôr a jeito é ele, veja-se a recente polémica da "ponte" no dia 26, e depois ainda se vem queixar. Se há grupo (restricto) de que os media estão sempre a falar um dos membros é o senhor Rui Rio. Mas ele queixa-se. Queixa-se porque diz e faz enormidades que não lembram a ninguém, mas queixa-se.
Mas não é o único, está na moda. Está na moda porque é o meio mais fácil de se ter atenção ( é isso e falar mal do governo), mas também de controlar os media, ou há forma mais inteligente de os controlar do que convencer a população que eles são parciais? Veja-se apenas o caso do PSD, que aos poucos, critica em c´ritica vai consehuindo os lugares para os seus boys em tudo o que é programa de opinião.
São ataquezinhos fáceis, rápidos e precisos, que apenas ajudam a pôr os "sempre-em-pé" no lugar sepre que eles estão para tombar.

O apelo mantém-se

sábado, janeiro 06, 2007

"Regressado" da Silva

Muito se tem escrito e dito sobre o discurso de Ano Novo de Cavaco Silvae eu tinha que mandar o meu "bitaitezinho".
Se há coisa que Cavaco não é é burro e mede sempre muito bem as suas palavras. Incoerências não é com ele, ninguém o apanhará com isso.
A verdade é que o Governo é reformista, faz muitas reformas que Cavaco Silva tentou, mas que não fez. Mas na verdade as reformas mais significativas como a da administração pública, a do ensino e a da justiça só produzirão efeitos num prazo alargado, para não dizer no prazo de uma geração.
Então porque é que Cavaco Silva fez o discurso que fez, numa espécie de busca imediata de resultados?
Basta ver a mensagem de Natal do PM. Optimista, confiante, talvez de mais. E se houve um espectador atento foi Cavaco. Talvez ele não veja tais resultados e por isso quer provas. Provas que não vai ter. Pelo menos no espaço deste ano, impossível. Talvez no combate à criminalidade e corrupção, mas no fundo não são essas as que mais se pedem.
E então o que vai fazer Cavaco Silva se não vir os resultados efectivos ?
Sim, porque um crescimento acima dos 1,8% na actual conjuntura internacional parece quase utópico.
Este discurso teve apenas um propósito. Contrariar o discurso optimista de Sócrates (porque ele sabe que o pior ainda está para vir) e demarcar-se da posição de "namorado" de Sócrates.
Tudo o resto é politiquice.

Vale a pena

Textos destes valem a pena ler:

"A campanha do aborto está na rua e todos os dias, lamentavelmente, os adeptos do "sim" irão perder votos. A experiência que temos de 1998 é que o debate à volta da questão, o ruído e o confronto afastam os eleitores e transferem votos do sim ou dos indecisos para o não e a abstenção (as sondagens já estão a reflectir essa realidade).
Há várias possibilidades de explicação: é difícil, numa campanha, conseguir passar a mensagem de que uma pessoa que seja contra o aborto pode ser favorável à despenalização. Encontraremos certamente mulheres que abortaram clandestinamente, a defenderem o voto "não", por serem contra o aborto e, inclusivamente, o serem no momento em que abortaram, ou por estarem arrependidas de ter abortado, numa esquizofrenia jurídica mas absolutamente humana.
A questão não vai ser simples e mexe com muitos sentimentos, pavores e culpas, educação e cultura religiosa. Os adeptos do "sim" sabem que não vai ser fácil explicar aos indecisos que não têm de passar a ser defensores do aborto para serem defensores da despenalização. E também vai ser difícil explicar aos que são contra o aborto mas contra a condenação das mulheres que, para conseguirem evitar que as mulheres sejam condenadas, precisam mesmo de votar "sim". Aos defensores do "sim" este discurso parece incongruente, mas não o é para os defensores do "não" que conseguem - tantos e quantas vezes - ser contra a condenação das mulheres que abortam e defender o "não", ou seja, que essa condenação se mantenha na lei. É um absurdo jurídico, mas é partilhado por eminentes figuras.
O debate público e o extremar dos argumentos são prejudiciais ao "sim", o ruído e a discussão inflamada afastam os indecisos. Estas são as condições objectivas. O "sim" tem um caminho de grande delicadeza a percorrer e mesmo o mais justo dos discursos pode fazer perder votos. É uma luta dura, onde do outro lado estão convicções religiosas.
Quando Teixeira Lopes, amável dirigente do Bloco de Esquerda, em vez de agradecer a Rui Rio a sua bem-vinda participação na campanha do "sim", se preocupa com o "branquear da imagem" que poderá resultar da sua adesão a um movimento, mostra que não percebeu nada do que está em jogo. Ou pior: deu a entender que, acima da causa da despenalização, para o Bloco estará a sua coutada de causas exclusivas e rentáveis. O que é péssimo, para as causas todas. "
Ana Sá Lopes no DN de ontem.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

A bandaca que partiu

Irra, coisas destas deixam-me mesmo triste.
Se há coisas que se aproveitam bem na rádio são os relatos e os programas de participação popular. e no campo desportivo Fernando Correia e a Bancada Central eram os Reis. Acabaram, por motivos parvos, ou talvez porque a Controlinveste também vai lançar um gratuito.
Mas Abancada Central era, e sempre será, um dos programas mais míticos da rádio portuguesa, não pela rádio onde passava, mas por quem o apresentava. Fica a memória.

'Tuguismos(4)

Em breve: a prova que também em mim vive um pequeno "'tuga" reprimido.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

'Tuguismos(3)

Vou fazer a minha campanha (desculpem lá tá?). Para quem não sabe o Inimigo Público (suplementio satírico do jornal Público) e o Eixo do Mal programa da SIC-N estão a escolher o Pior Português de Sempre.
Surpreendentemente aqui os amiguinhos tugas preferem (que para quem não sabe sofrem todos de Alzheimer agravada) escolher para pior português um dos pais da democracia do que o raio do DITADOR que nos afundou por 40 anos numa ditadura, que fez perseguições políticas, que prendeu, perseguiu e assassinou por motivos políticos, que estabeleceu a censura, que proíbiu greves, que tornou Portugal num país isolado, atrasado e com um enorme íníce de pobreza, que durante seis anos nos envolveu numa Guerra onde morreram milhares de pessoas, etc etc etc...
Pois é, temos fraca memória, temos uma juventude que não viveu (eu também não) durante a ditadura e que passa a vida a ouvir dizer: "isto no tempo do Salazar é que era!", com grandes referências da nossa pátria, aqueles saudosistas dum raio sempre a invocar o "Professor"!
E depois dá nisto!
Pois eu faço um apelo aos meus leitores. Vão lá, votem naquele ditador dum raio, para que uma vez por todas ele seja o Pior Português de Sempre, p^-lo menos para ver se uns e outros abrem os olhos.

p.s.: parece que afinal o pseudo-programa da treta que é o "Grandes Portugueses" voltou a dar sinais de vida. Só faltava que os saudosistas elegessem o "senhor" como o Grande Português, é que só faltava só!

Vergonha


Desculpem, não me ocorre mais nada senão a vergonha. A vergonha de viver num país que gasta tanto dinheiro em tanta coisa desnecessária e não aposta num sistema eficaz de socorro a náufragos, mesmo tendo a 2ª maior ZEE do mundo. Deixar morrer 6 homens a 50 metros da praia á espera de um meio aéreo que teve que ir do Montijo para lá nãom pode ser motivo para outra coisa senão para vergonha.
E já não bastava ainda têm o descaramento de dizerque têm meios avançados e bem colocados para qualquer resgate. Vê-se. Há uns anos Portugal era conhecido como a "Costa Negra" por não ter faróis ao longo da costa. soube hoje que afinal continua a sê-lo.
Imaginem lá porquê?

um regresso

Pronto, este vosso blogue voltou à actividade.
Duas breves notas:
- a primeira (e modéstia, se é que é caso para isso , à parte) é que atingi os 1000 visitantes. Não sei onde falhei, porque aquele pseudo-blogue do Professor Marcelo fê-lo num dia e eu demorei 3 meses, mas pronto;
- Aproveito para desejar de novo um óptimo 2007 para todos com a grande esperança que seja este ano que acabam com as festas horríveis do Carnaval, mas principalmente do Ano Novo. Ok, não é tudo o que eu desejo, mas para o momento estes desejos(parvos) servem, os outros, ficam para vocês!
Desculpem, só mais um ACABEM COM A FLORIBELLA, para a saúde mental das nossas crianças sim?