sábado, dezembro 16, 2006

"A Velha Senhora"

Estes últimos acontecimentos em torno do lançamento do livro de Carolina Salgado faz-me lembrar como Portugal é um país bipolar. Ora somos uns e tá tudo bem, ora toda a gente acorda e fica tudo muito ultrajado com o fenómeno da corrupção, como se ela não existisse e tivesse ali "guardadinha" numa caixa à espera que alguém abra a dita e faça alguma coisa acerca dela, sendo que desta vez foi motivado pelo uma separação amorosa.
Flash News: a corrupção existe, existiu e existirá. Há anos que um grupo de inconformados fala nisso. Há anos que esse grupo alerta para a corrupção que se instalou na sociedade protuguesa e que vai além da triade habitual (câmaras-futebol-construção civil), já atingiu partidos, ou já se esqueceram do relatório do TC que põe em causa alguns financiamentos doa partidos; e a administração pública, polícias, etc etc.
Não não estou a abusar, e se abrirem bem os olhos qualquer um consegue ver isso, não é preciso virem livros contar a história de "x" ou "y".
Como se combate? Reforço de meios especialização desses meios, e sobretudo, maior controlo sobre os meios de combate, para evitar fugas de informação que muitas vezes levam a que investigações de meses e mesmo anos vão pela pia abaixo. O PGR acabou de provar que não é preciso mexer na legislação para tornar o combate à corrupção, não só desportiva, pois essa é das que menos interessa; é preciso é melhorar e afectar os meios.
Maria José Morgado é uma óptima escolha. Ter uma equipa inteira a tratar da corrupção é uma óptima notícia (lembro que o processo Apito Dourado foi investigado por apenas um procurador).
Esperemos é que não lhe voltem a fazer o que lhe fizeram quando ela estava na PJ, porque a corrupção não pode outra vez cair em saco roto (ou azul).

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