sábado, dezembro 16, 2006

Os "nãos"

Se bem que me tenho dedicado ao tema do referendo à despenalização da IVG no outro blogue tenho que escrever isto aqui, pois a carta de intenções acordada pelos autores não me deixa dizer lá o que vou dizer aqui.
Falo-vos dos movimentos, partidos, mas sobretudo de algumas pessoas que defendem o NÃO. Digo algumas pessoas, porque conheço muitas que são extremamente racionais quando falam do tema e tentam ao máximo transmitir as suas ideias.
Mas as pessoas de que vos vou falar não são assim, passam a vida a tentar desvirtuar a pergunta do referendo, dizendo que é um embuste e que o aborto vai tornar-se um método contraceptivo em vez de um caso extremo. Amiguinhos, os portugueses sabem ler tá? Vejam se aprendem também para não andaren para aí a dizer besteiras.
Mais, continuam a dizer que o projecto de Lei do PS que será apresentado no caso do SIM ganhar vai liberalizar o aborto, encher as clínicas privadas de dinheiro e subsidios para "matar os fetos", etc etc. Pois, parece que essas pessoas são omnipotentes, pois mais ninguém conhece o Projecto de Lei do PS, a não ser eles.
Mas sobretudo o que mais me irrita é o constante ataque ataque a quem defende o SIM, ainda por cima ataques pessoais.Há pessoas , como estas, que passam a vida a atacar a credibilidade de quem defende o SIM, com ataques pessoais como os que fizeram a Pacheco Pereira quando este manifestou que iria votar Sim, ou os que constantemente atacam a Fernanda Câncio por ela defender o SIM, and so on so on. Porque no fundo, apenas eles são bons, apenas eles têm razão, apenas eles sabem tudo sobre tudo, e o resto é tudo uma cambada de burros que não sabe o que diz.
E mais, só os estudos deles estão correctos, porque eles e a sua Universidade Católica é sabem fazer estudos e sondagens, os outros não.
Eu sei que no início desta campanha se apelou, e eu também o fiz, para que ouvesse uma discussão saudável e com um debate de argumentos entre as partes. Infelizmente há pessoas que não sabem o que isso é. Vamos deixá-los em paz daqui para a frente, porque falar neles e dar-lhes a importância que eles não merecem.
Disse!

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