quinta-feira, novembro 30, 2006

Do referendo

O referendo sobre a despenalização da IVG foi marcado. Agora esperam-se as campanhas pelo SIM e pelo NÃO, argumentos do SIM e do NÃO , campanhas de apelo ao voto.
Outro tipo de campanhas, como alguns já planeiam (desculpem!?) não nada bem-vindas!

quarta-feira, novembro 29, 2006

Das Desculpas

O Papa Bento XVI está. Está lá, mesmo depois de tanto protesto e tanta ameaça. Está lá para promover o diálogo entre as duas igrejas católicas dissidentes (a romana e a ortodoxa) separadas à mais de mil anos.
Pelo que vi, para a maior parte dos turcos, a sua visita e a sua figura não suscita grandes atenções nem grandes interesses.
Então para quê o protesto? Na minha opinião, manifestações extremistas. São sempre elas o alvo de todas as atenções, e são sempre a elas que se dão o relevo e a voz quando se quer dar uma notícia. Isso é mau, é mau porque para o cidadão comum dá a impressão que todos são assim. Daí eu ter achado muito relevante a entrevista de Márcia rodrigues ao Imã da Mesquita Azul, que mostrou um grande sentido de que o corão não é um livro de violência, como outros querem tanto demonstrar.
Mas no fundo tudo se resume à palavra "desculpa". Deverá o Papa pedir? Sim, ele deve pedir desculpa, desculpa por ter sido mal interpretado, desculpa por não ter usado as palavras correctas e ter permitido que se fizessem as más interpretações que se fizeram. E esta é a altura perfeita para o fazer.
Mas deixem-me fazer apenas uma última resalva, numa espécie de extremismo de pensamento, porque já estou para tudo. Se o Papa pede desculpas por isto, não devem também outros líderes religiosos fazê-lo quando proferem incitações contra outras religiões que não a sua? Se alguém quiser responder...

terça-feira, novembro 28, 2006

Duas Notas

Duas Notas sobre as declarações do senhor José Esteves à Focus:
- primeira- verdade ou mentira? Se é verdade, então o que ele diz é muito grave. Grave demais até, e assim sendo alguém tem que explicar porque é que durante todos estes anos estes factos não vieram ao de cima e se deixou prescrever o caso sem que houvesse qualquer ligação a este senhor. Assim as familias têm mais do que a razão do lado delas para pedir uma condenação do Estado português no TEDH. Mas se é mentira, se este senhor quer apenas atrair atenção para si? Aí acho que não quem deve ser castigado é ele, porque mente. Mas pelos extractos que li, é demasiado rebuscado para tanta mentira;
- segundo - pelo que percebi ,o objectivo inicial era Soares Carneiro, porque o avião não devia levantar e sim incendiar-se no final da pista. Mas visto que este não embarcou, as verdadeiras vítimas foram Adelino Amaro da Costa e Francisco Sá Carneiro. Então muitos dos relatórios das comissões parlementares estavam erradas quando diziam que o objectivo principal eram os últimos.
Seja qual for o resultado prático desta entrevista, o facto é que a questão ficará sempre por ser respondida: atentado ou acidente? Pelo menos a justiça nunca o dirá.

'Tuguismos(2)

-Então, porque é deixas o jornal aí em vez de o levares para o lixo?

- Para quê? Não há gente que venha limpar não?

segunda-feira, novembro 27, 2006

'Tuguismos(1)

E assim se exprime o estudante 'Tuga

'Tuguismos

Não me perguntem porquê (mas deve ser porque tenho a mania que sou mais que os outros) decidi fazer uma rúbrica neste meu/vosso blogue. Como já repararam (ou não) chama-se "'Tuguismos" e destina-se à colocação de uma série de posts sobre coisas que realmente me irrita nesta raça sui géneris que é o português, ou melhor, que é o "Tuga", esse ser que vive no meio da sociedade portuguesa e que , sinceramente, me apatece abater!
Vou colocar frases, expressões, comportamentos, acções, estados de alma. Podem ler, rir, odiar, nunca mais vir a este blogue, mas acho que até vão gostar, porque lá no fundo, todos temos um bocadinho do "tuga"!

O Estado da Chuva

Parece que desde Sexta que não acontece mais nada neste país que a não ser chuva, alertas amarelos e laranjas.
Mas mais que tudo demonstrou-se a fragilidade de um país, que se diz da Europa e do Mundo Ocidental, perante uma intempérie: foram estradas, comboios, pontes, autocarros, electricidade, telefone, etc etc etc. Por breves momentos estavamos de volta a meados do século passado.
Se não acham isto mau eu acho, acho que é mau um país que gasta tanto dinheiro com tanta coisa desnecessária não tenha um mínimo de preparação para situações como esta, continue a deixar que se construa (cada vez mais ) em leitos de cheia de rios, tenha tantos funcionários municipais e as valetas e o escoamento de água sempre entupidos, faça estradas sem valetas para escoar a água, permita que se cortem ávores em zonas de perifo de aluimento de terras....e bem ficava aqui a noite toda a queixar-me de tanta coisa que se podia fazer e não faz. Afinal de contas, para quê queixar-me? Como já diz o povo: vozes de burro não chegam ao céu!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Quem vota a favor da expulsão dos que votaram contra?


Ao ler isto lembrei-me de coisas velhas.
A primeira foi de como se falou, aquando da saída de Carlos Carvalhas, que Jerónimo de Sousa era um comunista da velha escola, um anti-reformista. Depois, veio-se dizer que não, que ele afinal ia levar o PCP para o séc. XXI, aproximá-lo das pessoas. Parece que alguém se enganou, voltou o velho estilo do PCP. Não gostam de quem tem uma voz crítica dentro do Partido, infelimente, para ela, Luísa Mesquita era uma dessas pessoas, tal como era Carlos Sousa. Viu-se o que lhes aconteceu, uma sai da AR, o outro da Câmara de Setúbal.
O PCP sempre teve a mania de controlar os seus deputados ao máximo, dizendo quem devia lá estar ou não,mesmo sendo essa uma decisão pessoal do deputado e ficando com partes, ou mesmo a totalidade, dos seus salários. Ali não há vozes que perguntem "porquê?", porque essas vozes são afastadas antes de poderem fazer a questão.
A segunda foi um velho panfleto do BE, penso que das eleições de 2005, que atacava o PCP. Numa das caricaturas o Secretário-geral perguntava ao "congresso" : "Quem vota a favor da expulsão dos reformadores?"(aludindo à celebres expulsões de há uns anos), momentos depois volta a perguntar "Quem vota a favor da expulsão dos que votaram contra a expulsão dos reformadores?". Acho que isto resume muito bem o PCP, o velho estilo de quem ainda não sabe, nem quer saber que o muro de Berlim caiu, e que a URSS já não existe, porque: mudanças não se querem, vozes progressistas também não, novas ideias muito menos. Afinal tudo está bem assim, e não pode ser de outra forma...

há coisas...

...que não se percebem. Primeiro vem-se com o discurso que a Segurança social vai falir, depois acaba-se com os sistemas de providência autónomos, como os dos jornalistas. Já agora, vão fazer o mesmo como os dos advogados e dos bancos, ou é só para se meterem com quem vos chateia?

Do nosso Rei

Não comprei o livro, não o vou fazer, e se algum espertinho mo oferece bem o leva de volta. Mas parece que ontem se voltou a falar do tal referendo à monarquia.
Hello! Acordem tá bem! Nós já estamos mal o suficiente para termos que sustentar mais quatro!

segunda-feira, novembro 20, 2006

Do financiamento e da Cultura


Claro que se fosse uma iniciativa desportiva, quebrar um recorde do Guiness, um desfile patético numa avenida da capital ou arredores, uma corrida de calhambeques, uma obra de betão, um comboio, um aeroporto, uma árvore de Natal gigante, etc etc etc havia dinheiro.
Mas é só uma iniciativa cultural, nem vale a pena desperdiçarmos dinheiro e tempo com futilidades como esta.
Porque é Pobre e burro que o povo se quer! Já o outro o dizia!

domingo, novembro 19, 2006

Coisas que se ouvem

"A diferença entre Deus e Dias Loureiro é que Deus está em todo o lado e Dias Loureiro já esteve"
Daniel Oliveira no Eixo do Mal

sábado, novembro 18, 2006

E o telhado, partiu?

Caso não se lembrem aqui à umas semanas andou para aí uma grande polémica em torno de uma adjudicação feita pelo ministro Mário Lino a uma empresa onde onde um dos seus Secretários de Estado tinha sido sócio. O PSD E O CDS-PP (o partido das 3 mentiras) atacaram fortemente o ministro e o secretário de Estado, pondo em cheque o Estudo feito às SCUTS.

Claro que houve um concurso público para o efeito, e como lá não existe um regime de incompatibilidades como cá no continente, pode ser adjudicada aos "amiguinhos" do PSD-M.

Ninguém estranha? Ninguém comenta? Nem uma "reacçãozinha"? Se calhar era melhor não atirarem pedras aos telhados dos outros, porque o vosso é de vidro, e pode partir....
Foi adendado o post Desculpem?

Uma questão de meios?

Segundo dados da Direcção Geral de Viação (DGV) a mortalidade nas estradas portuguesas tem vindo a diminuir desde à cinco anos, e prevê-se mesmo que este ano se atinjam as metas que foram traçadas para 2010 (o número de mortos este ano é de 807 até Novembro, enquanto a meta para 2010 é de 874). Mesmo assim, ainda são demais.
Mas diz o leitor, é uma boa notícia. Realmente seria, se não soubessemos que mais poderia ser feito, como o Plano Nacional Rodoviário que nunca mais está pronto, ou a fiscalização que está cerca de 80% concentrada nas auto-estradas, onde se passam cerca de 90% das multas por excesso de velocidade, mas 90% das mortes ocorrem nas estradas nacionais, municipais e urbanas.
Afinal, é tudo uma questão de meios, ou melhor, uma questão de melhorar a utilização destes mesmos.

sexta-feira, novembro 17, 2006

E agora um momento verdadeiramente estupido!!!

Mas vejam tudo!!

O regresso

Em reacção a este post uma leitora que eu muito estimo pergunta-me por e-mail: " Mas achas que Santana Lopes seria melhor a liderar o PSD durante a "travessia do deserto" do que Marques Mendes. E achas que ele algum dia vai voltar a concorrer a um cargo público?"

Sinceramente, minha cara amiga , acho! Acho porque Santana Lopes afinal de tudo é um político, sempre o foi e , sinceramente, acho que não consegue ser outra coisa. Precisa de intervir para viver. Além disso é novo (50 anos em política é ser-se novo) e tem, quer queiramos quer não, carisma e profile, ou seja, sabe "politicar" como nenhum outro neste país. Daí eu dizer que ele devia estar no lugar de Marques Mendes, porque tem um perfil muito mais atacante que Mendes, e costuma criticar o que deve ser criticado, ou seja, vai ao que importa e não fica pelas parvoíces com que o PSD anda agora. Em vez de tratar de fazer oposição, anda com questões da treta como as acusações à RTP por falta de representação em debates, ou tendências no tratamento das informações. Para mim, estão é a fazer pressões para ver se colocam lá mais gente, sem tirar nem pôr. Querem mais comentadores, tratem de tratar de questões que interessem ao mundo informativo.

Desculpem?

Sinceramente não percebo estes Senhores. Então não é que ontem, os senhores bispos da Conferência Episcopal Portuguesa, que assumem que a vida humana é soberana, são contra o aborto, por ser uma atentado à vida, vieram dizer que , e passo a citar "a procriação medicamente assistida, e os seus métodos, constituem uma espécie de infedelidade, ainda que consentida".
Tenho uma coisa a dizer quanto a isto, enquanto católico que sou (assumo desde já).
Sabem quando dizem que os políticos têm que mudar e modificar-se quanto à realidade que os rodeia? Acho que está na altura de acontecer o mesmo com estes senhores. Que modelam as escrituras como eles bem querem, para defenderem as suas pequenas causas e lutarem contra outras, que são realmente importantes, como a existência de uma vida humana, neste caso, ou a defesa de outras, como no caso do aborto, e moverem campanhas contra elas sem que os seus fiéis se identifiquem minimamente com as suas posições.

Uma nota final para aqueles que defendem que deve haver um referendo sobre a PMA. Acham mesmo que uma questão tão técnica deve ser decidida por uma população que não está minimamente esclarecida sobre o assunto?

*

Adenda: A propósito desta questão aconselho a leitura do artigo de João Miguel Tavares no DN (18/11/2006).

A oposição morreu?!

Sem dúvida que desde ontem à noite passou a ser mais dificil fazer oposição em Portugal, principalmente para o PSD. Os elogios consecutivos de Cavaco Silva a Sócrates e ao seu Governo, as constantes referências à cooperação no que toca às medidas mais dificeis e às que estão para vir não deixa de dar uma impressão que Cavaco e Sócrates estão do mesmo lado da barricada. Quem pode ganhar com isto? Marques Mendes certamente que não. Talvez a oposição mais à esquerda, mas que medo vem de lá para Sócrates? Mais manifestações, mais greves, pera quê, como va o Presidente demitir o Governo face à oposição de rua, se ele mesmo apoia tais medidas?
Conclusão: a oposição vai ter que se tornar muito mais criativa e inovadora, talvez o PSD precisasse de um líder com mais espírito e garra para este período de "travessia do deserto". A Marques Mendes falta-lhe tudo isto e não só. A sua esperança em Cavaco para fazer uma força de bloqueio em Belém morreu ontem , se é que já não tinha morrido.
Sem dúvida que esta entrevista foi boa para alguém: Sócrates e Cavaco. Sócrates, porque viu o Presidente dar um apoio incondicional a si e às suas medidas, frente a todo o país. Cavaco, porque decerto alguns apoiantes de Sócrates, e das suas medidas, passaram a ter uma nova ideia sobre o Presidente.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Percepções e Realidade

Sinceramente acho incrível como este país adora teorias da conspiração. Depois de inúmeras repetições de Loose Change , depois de Carrilho, chega agora Santana.
Coitadinho, já viram foram os ministros, foi Marcelo, foi Portas, foi a combinação entre Cavaco e Sampaio, foi Sócrates, etc etc etc. 'Tadinho, uma vítima posta numa incubadora.


Mas agora a sério, acho bem que ele tenha escrito o livro, tal como acho que Sampaio devia abordar o tema nas suas memórias, foi um período um pouco obscuro e ainda ninguém percebeu muito bem os seus contornos.
Independentemente disto, acho que tanta conspiração é um pouco de mais não acha senhor Santana? Porque lá no fundo, ainda continua ser o mesmo Menino Guerreiro de sempre. É pena é que já ninguém o leve a sério.


.

quarta-feira, novembro 15, 2006

E agora, algo completamente diferente

A isto sim, se pode chamar um especialista!

Ironias

Devo revelar que foi com estranheza que ouvi , hoje de manhã, o deputado António Filipe do PCP manifestar a discordância do seu partido com a Lei das Finanças Regionais, sendo um dos motivos a violação do estatuto da região, que este partido entende dever ser respeitado acima de tudo.
Pergunta o leitor: estranheza, mas porquê?
Pois , parece que a memória é curta, principalmente na política, pois é o mesmo PCP que votou contra o Estatuto Autonómico e chegou a alegar a sua inconstitucionalidade que vem agora, como cavaleiro da boa-vontade, defendê-lo e alegar o seu cumprimento.

o sim

Está em construção um novo blogue colectivo que pretende contribuir para o debate em torno da despenalização da IVG. Chama-se Pelo Sim e eu vou estando por lá.

Por outro lado, e porque o debate é importante, nasceu também o blogue do Não, mais um blogue colectivo, com referências da blogosfera. Para acompanhar de perto.

Desiludido ou impressionado?

Que há em Portugal pessoas racistas e xenófibas não é surpresa nenhuma, nunca pensei é que se fosse tão longe.
Ontem jantei com uma série de pessoas, uma mais, outras menos formadas, e o sentimento era geral, senti-me isolado, talvez com mais um ou dois, no meio de tanto argumento pelo qual os "pretos" não deviam estar cá, os ucranianos deviam voltar para a terra deles, , os russos são uns bêbedos malcriados, os holandeses e ingleses só vêm para cá explorar os portugueses, etc etc.
E se alguém se atreve a perguntar qual ea legitimidade das pessoas para estarem a dizer aquilo enquanto Portugal é um dos países que mais emigrantes tem, sou logo atacado pelo eterno argumento que os nossos não vão para lá explorar, roubar, causar distúrbios. Pois não, somos uns santos emaculados.
Mas o pior não é eles pensarem isso, são adultos, pensam o que querem, é imporem esses valores aos filhos, que os ouvem dizer "preto do ******* anda lá com o carro". E depois se os filhos dizem "olha o preto" levam logo uma reprimenda ou mesmo um par de estalos.
Pois é, mas são essas crianças que vão ser os adultos de amanhã, e se a sociedade, as escolas em geral, não incutem outros valores às nossas , não estejam à espera que as famílias o façam, porque a maior parte delas não o faz nem vão fazer!
Porquê? Fácil, vivemos numa sociedade que incute valores de diferenciação, em que se alguém tem algo diferente do que é considerado "normal" é gozado, humilhado, posto de parte, sejam gordos, negros, albinos, altos, baixos, deficientes, mal vestidos, bem vestidos... qualquer diferença é suficiente.
Sim, estou desiludido com esta sociedade de diferenciação, egoísmo e inveja social. Mas no final de contas não é nada que eu já não soubesse...

segunda-feira, novembro 13, 2006

Efeitos das greves

- Porra, tou mesmo arrependido de ter feito greve!
- Ai sim, então porquê?
- Além de ter perdido 2 dias de salário hoje tenho 4 vezes mais lixo para apanhar. E se fizer mais horas ninguém mas vai pagar.
- É a vida!
- É! Vá, até amanhã!

Finalmente



Ao fim de uns anos de existência, o PND fez algo que eu posso aplaudir.
Já estava na altura de alguém se manifestar contra aquela "coisa" que fizeram nos Aliados!
(via tomar partido)

Ia, mas não vou

Eu ia escrever alguma coisa sobre o "interessantíssimo" Congresso do PS" que decorreu este fim-de-semana, mas acho que isto consegue resumir tudo o que se poderia dizer.

sexta-feira, novembro 10, 2006

um pedido

Será que algum assinante on-line do Público ou outra pessoa podia me enviar o artigo que o Prof. Jorge Miranda escreveu no Público do dia 6-11 (segunda-feira) sobre o pacto da justiça.
Agradecia o favor!

Mário "o Iberista"

Independentemente do que possa ter dito e escrito quando Mário Lino proferiu a sua famosa frase "Sou um Iberista confesso!" , e de continuar a defender que Portugal e Espanha devem dois países independentes (e até chegar ao extremo de assumir que abandono o país se algum dia acontecer a união) , o acto destes senhores é manifestamente abusivo e desproporcionado! É levar o nacionalismo e o patriotismo ao seu limite máximo: o da estupidez.
Se fossemos por esse caminho todos os cidadãos que assumem na rua, ou disserem "sim" na sondagem do SOL seriam alvo de processos-crime por traição à pátria!

Uma última nota para os que defendem o iberismo (e alguns eu conheço): lembrem-se que se houvesse uma união, muito provavelmente voltaríamos a ser uma monarquia. Dá-vos uma outra perspectiva não dá?

quarta-feira, novembro 08, 2006

O princípio do fim?(adendado)

O Partido Republicano, ou Bush como preferirem, perdeu as eleições intercalares para o para a Cãmara dos Representantes. Quanto ao Senado ainda se vive um grande impasse e já se pondera um recontagem dos votos.
As consequências práticas desta mudança na maioria serão apenas visiveis no longo prazo, mas uma coisa é certa, este foi um cartão amarelo às políticas de Bush. Quer em relação às políticas Internas como às Externas (com o seu ponto alto no Iraque).
Bush tem muito que pensar nos próximos 2 anos. É certo que há medidas que não vão voltar atrás, e muitas delas aprovadas com votos democratas, mas uma coisa é certa, a mentalidade americana está a mudar, e sem duvida isso é uma boa notícia para todos, princilpalmente para a América.

*

Um já caiu! Pelos vistos as eleições fizeram mossa na Administração Bush!

terça-feira, novembro 07, 2006

O estado da "Discussão"(3)

Então cá vai a análise política do debate do Orçamento, que devo dizer foi bem menos interessante que a sociológica e ambiental que fiz no post anterior, até porque o que menos se discutiu lá foi o que estava em questão: o Orçamento.
Sócrates começou bem, como sempre. Começou por atacar os anteriores para justificar o estado das coisas e porque certas medidas do Orçamento tiveram que ser tomadas, para seguir com as medidas mais concretas do documento e , para variar fez o seu acto de sempre. Pega num tema polémico e dá-lhe asas. Neste caso os bancos. Medida que tomou conta dos telejornais e que fará capa de todos os jornais do dia.
Numa certa altura do discurso decidiu atacar a Madeira (leia-se Alberto João) e o PSD (leia-se Marques Mendes). Desatou tudo aos berros, conclusão: mais material para os jornais.
A partir daqui e até ao PCP o Orçamento foi-se ao ar. Falou-se de SCUTS aliás como disse Marques Mendes: "o senhor Primeiro-Ministro vai ter que dar uma voltinha comigo pelas SCUTS", taxas moderadoras nos Hospitais, lei das finanças locais e regionais, mas Orçamento que é bom, foi mentira. Sócrates perdeu um bocadinho a cabeça com Marques Mendes e com os seus compinchas, mas no fim daquela peixeirada saiu por cima, até porque aquela comparação triste que Marques Mendes fez entre a Madeira e Felgueiras, acusar o governo de usar o Orçamento e a lei das finanças regionais para ganhar as eleições regionais (o que lhe valeu um "Vá lá!" por parte de António Costa) e uma acusação triste de abandono do combate à evasão fiscal e concentração de meios na arrecadação de receita, foram argumentos que o atiraram para um lugar menor no debate ,até porque abandonou logo o hemiciclo e voltou apenas para as intervenções finais.
Da intervenção do PS nem vale a pena falar. Foi mais do mesmo. Mas valeu a pena para ver Sócrates dizer que ainda ninguém tinha apontado uma falha ao governo (retirem as conclusões que quiserem).
Agora começa uma das partes más de Sócrates. A intervenção de Jerónimo de Sousa foi directo ao Orçamento: acusou Sócrates de populismo, de fazer as medidas mais dificéis todas umas em cima das outras para em 2009 se poupar e fazer campanha.; de beneficiar os bancos e substituir medidas concretas com medidas superficiais como os arredondamentos das taxas de juro, com os cortes na educação e desenvolvimento (tema a que voltaram). A resposta de Sócrates não foi a melhor. Aliás refugiou-se em ataques ao PCP e não respondeu sequer aos cortes no Ensino superior, tema a que voltou outro deputado do PCP e que , outra vez não mereceu comentários de Sócrates sem ser um ataque pessoal.
Do CDS já nem valia a pena falar. Dedicou todo o seu tempo a falar de SCUTS e valeu mais um momento alto de Sócrates ao acusá-los de ainda não terem lido o Orçamento e não estarem preparados para o debater, além de levarem uma boa resposta por terem, também eles, encomendado um estudo por ajuste directo às SCUTS.
Com Francisco Louçã, José Sócrates teve o seu pior momento. Sofreu ataques de não investir nas funções básicas do Estado como a Educação, o desenvolvimento, a saúde, a modernização do país, a inclusão e a justiça e de, apenas, tomar medidas superficiais nesses sectores, mas que têm uma concretização irrisória. Confrontou sócrates com os dados de Setembro do INe quanto ao desemprego, enquanto sócrates tinha referido números de Julho e, apanhou bem Sócrates por este ter referido que as taxas moderadoras não tinham impacto nas receitas e, se não têm impacto nas receitas, não moderam o acesso, não financiam os serviços, para quê criá-las? (não podia estar mais de acordo. Sócrates perdeu a razão na resposta , acusando-o de ser intelectualmente desonesto e mesmo fazendo uma comparação ridícula entre o custo de uma operação e uma viagem entre Lisboa e Aveiro.
Heloísa Apolónia, cuja intervenção pouco ouvi (como referi aqui) voltou à carga quanto ao corte de investimento no ensino superior, no desenvolvimento, na educação, e que todas as medidas governamentais são superficiais. Aliás o discurso de hoje do reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa confirmou tudo o que os deputados disseram sobre a falta de investimento no Ensino Superior e na Ciência e Tecnologia deixando de rastos a propaganda do Governo sobre os aumentos nesta área (porque o verdadeiro aumento foi no PIDDAC). De novo Sócrates esteve mal na resposta atacando pessoalmente Heloísa Apolónia.

Tendo em conta que depois disto decidi tembém abandonar o hemiciclo o balanço é positivo nas respostas á direita e negativa nas respostas à esquerda. Enfrentou bem Marques Mendes, que como sempre esteve em baixo de forma, mas falhou no confronto com Francisco Louçã. Saiu de cabeça levantada do Parlamento, porque sabe que tem um apoio maioritário lá dentro. Mas tem que ter em conta que cá fora o apoio diminui. E é para estes que o Josés Sócrates governa, não para os que se ha bitam o Palácio de S. Bento. E é bom que não se esqueça disso.

Adenda: este texto foi escrito e publicado ontem à noite e embora tenha essa data e hora apareceu apenas hoje de manhã (8-11-1006), daí que algumas notas poderão estar desactualizadas.

O estado da "Discussão"(2)

Tal como prometido vou divulgar em partes a minha passgem pelo plenário da Assembleia da República, local que já não visitava há uns tempos.
Vou começar por descrever o ambiente que se vivia no emiciclo (neste post) para depois, mais concretamente, descrever o debate em si.


Ambiente:
Estava calor, muito calor. O tempo que se espera para entrar nas galerias da A.R. , especialmente em dias de grandes debates, em que há muita adesão e, salvo seja, a organização não é das melhores. Fazem as pessoas andar de porta de galeria em porta de galeria, escoltados por policias até que se encontre um espaço para nos sentarmos.
Começa o discurso de José Sócrates. Pelo que me contaram, depois, porque quando começou eu ainda andava cá fora a passear de um lado para o outro com a devida escolta, não começou muito bem. Problemas técnicos no microfone diziam eles. Mas adiante. Que a nossa "casa da democracia" não era muito bem frequentada já eu sabia, mas há deputados que abusam! Conversam durante discursos e interpelações, trocam pastilhas, passeiam-se entre os corredores com o destino de se apresentarem no bar mais próximo, galanteiam a ministra da Cultura (especialmente Honório Novo) conversam, especialmente Portas e Santana Lopes (regresso conjunto?)etc etc etc.
Mas o momento alto foi o discurso do P.M. Devo confessar que houve partes que me falharam completamente devido a uns senhores deputados do PSD que decidiram começar para lá aos berros, enquanto na bancada contrária se batia palmas, e tantas que elas foram.
Quem não estava com muita vontade de aplaudir Sócrates era a ala esquerdista do PS, leia-se João Cravinho, António José Seguro, Vera Jardim, Maria de Belém, Vitor Ramalho, entre outros compinchas como Manuel Alegre que só chegou no fim do discurso de Sócrates.
Entretanto à minha frente uma jovem universitária escrevia a letras garrafais no seu caderno uma pequena descrição de Sócrates: otário, tosco, bimbo, idiota da merda, paneleiro, entre outros mimos; mas também dos senhores deputados: cambadas de chulos, chupistas, rabetas, etc etc
Devo confessar que ao início fiquei um pouco, digamos, espantado por assistir àquela adesão em massa de povo, mas rápiddamente desapareceu. De intervenção em intervenção o público ia desaparecendo, até que no final da primeira ronda restavam uns poucos corajosos que eram, inclusive, olhados de lado (como eu!). Mas, para bem representar o eleitorado, os senhores deputados iam igualmente abandonando o cenário.
Mas de peixeirada em peixeirada lá foi decorrendo o debate. Digo peixeirada, porque se nas galerias dizer um "ai" vale uma reprimenda do senhor oficial, lá em baixo está tudo na amena cavaqueira. Cavaqueira até é pouco, porque eles falam tanto e tão alto que, por exemplo, não consegui apanhar nada do que a deputada d'Os VERDES Heloísa Apolónia disse, tal era o burburinho que lá ia. Já nem falo da cena entre Sócrates e Marques Mendes em que as duas bancadas se divertiram a gritar uma om a outra até que Jaime Gama decidiu fazer alguma coisa.

"Enfim", era tudo o que me vinha à cabeça. Ali está, apenas, um bom exemplo do nosso povo. E afinal de contas, fomos nós que lá os pusemos, por isso não temos nada que reclamar, ou pelo menos é o que eles dizem para se defender!

O estado da "Discussão"

Hoje vou ao Parlamento assistir ao primeiro dos três dias de discussão em plenário do Orçamento de Estado para 2007.
Discussão a sério, ruído de fundo ou mais um tempo perdido? Depois conto como foi.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Uma decisão mais que esperada!


Ponto prévio: condeno todas as atrocidades que o regime ditaturial de Saddam Hussein fez contra o seu próprio povo, especialmente os curdos, e mesmo contra os povos vizinhos!

Mas mesmo tendo esta posição acerca de Saddam não posso deixa de condenar a sua condenação (passo a redundância) à morte pelo "chamado" Tribunal Supremo do Iraque. E faço-o especialmente por 3 razões:
1ª- condeno a pena de morte. Sou contra ela seja que caso for. Não se compensa a morte pela morte, porque senão voltariamos à velha Lei de Talião ("olho por olho, dente por dente"), e penso que são os países mais avançados os primeiros a dar o exemplo;
2ª - porque todo este julgamento foi uma farça tamanha que só desprestigia qualquer Estado de Direito e que tenha um sistema de justiça que se preze, desde a nomeação dos juizes, todos "ex-vítimas" do regime de Saddam, ou que têm familiares que foram vítimas, à falta de acesso dos advogados de defesa às provas e aos argumentos escritos da acusação. Para um julgamento destes, podem ter a certeza que mais valia terem-no executado logo que o encontraram, porque se o julgamento era para marcar um ponto de ordem, foi completamente falhado;
3ª mais uma vez os EUA gozaram com o Direito Internacional, recorrendo a ele apenas quando lhe apetece e muito bem quer. O ideal para este julgamento seria a criação de um Tribunal Especial para o Iraque (já que o TPI não julga retroactivamente) que respeitasse as leis e o Direito internacional.

Mesmo com a execução de Saddam ,e a mediatização que se vai gerar à volta dela, nada de bom vai surgir no Iraque.
Lembro que segundo dados da Amnistia Internacional já morreram mais pessoas no Iraque desde 2003 do que em todo o Regime de Saddam, porque apesar de todo o mal que ele fez ,e foi muito, a verdade é que consegui uma unidade entre as 3 partes do Iraque e essa unidade está na ponta da espada, prestes a cair.
Esperemos apenas que a morte de Saddam não os atire para o precipício de vez!

sábado, novembro 04, 2006

Há dias...

...em que não há pachorra para nada! E hoje é um desses!
Pode ser que amanhã passe.

Dos números

380.000.000,oo€ foi quanto se gastou nas obras de modernização da linha do Norte.

5 minutos, foi é o tempo que se ganhou de viagem com essas obras.

45%, é o número de passagens desniveladas que ainda são necessárias nessa linha.

sexta-feira, novembro 03, 2006

E esta, hein?

Forrobodó

A ler: o editorial de António José Teixeira no DN de hoje.

*

E mais um "atentadozinho" às nossas liberdades individuais. tudo em nome da nossa querida segurança.

*

Mais um investimento dos nossos queridos autarcas que decerto vai contribuir para o desenvolvimento do país e da sociedade em geral.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Haja paciência!

Não é que depois da fantástica ideia de criar o "Dia do Cão" o grupo parlamentar do PSD quer saber o custo do "coktails" organizados pelo Governo.
E assim se faz oposição em Portugal....

Representações

Hoje vou dar um ar de jurista.
Da última vez que a Constituição da República Portuguesa o seu artigo 152º/2 ainda tinha esta redacção: "Os Deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos."
Pois é, e foi na base deste preceito que toda a gente atacou Daniel Campelo por ter viabilizado 2 Orçamentos do Governo Guterres em troca dos tais benefícios lá para a sua terrinha .
Agora, 5 ou 6 anos passados esta disposição volta a cair no saco roto. Falo mais concretamento do senhor deputado Guilherme "ó-joão-eu-faço-o-que-tu-queres-desde-que-mantenhas-nas-listas" Silva.
Então não é que este senhor deputado, que até já foi líder da bancada do PSD, desqueceu-se de ler a CRP que todos os anos é oferecida aos senhores deputados e decidiu fazer de advogado da sua região contra o Governo, ou melhor, advogado de defesa de Alberto João contra o "senhor Pinto de Sousa" e o "Senhor Santos".
É lindo vê-lo em tudo o que é jornal, televisão ou rádio, armado em defensor da pequena região contra os 2 mauzões do continente. Problema? Nenhum, desde que não o faça sobre o título de deputado da Assembleia da República e desde que fale a título pessoal. Sim, porque se Daniel Campelo estava a defender os interesses da sua região, abusando do título de deputado, este não lhe fica atrás, e pior, ele não fala só em seu nome, como em nome do governo regional, em nome do PSD, em nome da bancada parlamentar do PSD, em nome de Alberto, em nome dos seus eleitores madeirenses, ou seja, em nome de todos, menos em nome de todos a quem ele deve representar: o cidadão eleitor português.
Não acham que devia haver sanções para estas violações à CRP? Eu acho, mas eu sou apenas 1 e falo apenas em meu nome.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Hoje....

....é Dia de todos os Santos. Amanhã é Dia de Finados (ou de todos os fieis defuntos). Ironicamente amanhã Judite de Sousa entrevista Alberto João Jardim. Era um bom dia para ele se finar de vez para a política...