quinta-feira, outubro 12, 2006

Manifs e Representações - adendado


Facto: independentemente do número de pessoas presentes a manifestação de hoje uma as maiores realizadas, o que quer dizer que este Governo está realmente a incomodar alguém.
Agora discutamos o facto. As pessoas representadas naquela manifestação não passam das passoas afectadas pelas medidas do Governo, ou seja, os instalados, aqueles que nunca querem que nada mude a não ser o aumento do seu salário. por que é que para os senhores da CGTP está sempre tudo mal desde que a solução não passe pelos seus interesses?
Qual é o mal dos funcionários públicos serem avaliados? Têm medo que a incompetência de alguns seja revelada? Porque é que não podem trabalhar até aos 65 como os do sector privado? Vé digam-me? Trabalhm mais é? Porque é que têm que ser promovidos sem serem avaliados?
A verdade é que a CGTP e seus associados estão todos revoltados com o Governo, mas o resto da população ( e as sondagens demonstram-no) estão ao lado das mudanças que estão a ser feitas. Porque será? Sim, porque eles é que perdem os empregos, não são os funcionários públicos.
Peço desculpa pelo discurso agressivo, mas às vezes oiço coisas que realmente me tiram do sério!
Adenda - acabei de ouvir um senhor na televisão a dizer que não se admitem as medidas do Governo que visam a o combate às baixas fraudulentas pelos funcionários públicos. Sim, porque era só o que faltava não?

9 Comentários:

Blogger Лев Давидович disse...

Acho que estás a canalizar os argumentos num sentido que podia ser outro.
O problema não é serem avaliados. Claro que ninguém gosta, nem quer passar pela peneira. O problema, aqui, é o "COMO" são avaliados. Penso que a luta destas pessoas é pela justiça nas avaliações.Juntas a isso anos de perda de poder de compra e o resultado a que chegas é que, para além do estigma do funcionário público, tens pessoas a ganhar mal, e a serem sujeitas a provas indignas.
Isto agora com um cunho mais pessoal: toda a gente tem direito a sair á rua e gritar. Toda. Toda a gente tem direito a defender o que lhes mais interessa. Toda. Da mesma forma que os defensores do "emagrecimento" do estado vêm a terreiro pugnar por menos taxas e impostos e despedimentos a pote, esta gente merece lutar. Toda a gente tem direito de reacção.

20:04  
Blogger Eduardo Pinto Bernardo disse...

não estou a dizer que não têm direito a manifestar-se.
Relembro que os salários, de apenas alguns estão congelados à apenas 3 anos e que o salário médio de um funcionário publico é de 700€. Vai perguntar a muita gente e quem lhes dera tal salário.
Quanto ao estigma do funcionário, eles que não o construam, é um facto, a maior parte deles são puramente ineficientes e muitos deles excedentários, e não trazem mais valia nenhuma. E ai de quem fale em recolocá-los, aí a que caía o Carmo , a Trindade e o arco da rua Augusta!

20:14  
Anonymous Curunír disse...

Ora nem mais Eduardo. Não podia estar mais de acordo com este teu post. De facto, os professores representam uma das classes profissionais que se julgava intocável e instalada há muito. Todos temos pais. Se para o filho de um operário custa ver o seu pai perder o emprego ou ser forçado a aceitar baixas salariais para o manter porque não deverá o filho de um professor poder passar pelo mesmo? É simplesmente baixo e reles chamar mentiroso ao Primeiro-Ministro quando ele não mentiu aos professores. Ele disse por acaso que a sua vida seria um mar de rosas se o elegessem? Ele prometeu-lhes mundos e fundos?

Mas há uma coisa qua ainda é mais acertada no teu post que é a referência ao papel dos sindicatos. Até que ponto continuam os sindicatos a servir correctamente os sindicantes?!! Será que não se estão a tornar corvos da mudança, debicando onde quer que as suas regalias sejam ameaçadas?

22:19  
Blogger Лев Давидович disse...

Enfim, o costume.

23:11  
Blogger Лев Давидович disse...

Por acaso essa boca dos professores foi bastante apropriada. Já terei visto genocídios mais subtis. Inda por cima, ninguém falou em professores. Estamos a falar de outros funcionários.
Mas como referi, foi bastante apropriada.

23:17  
Blogger Лев Давидович disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

23:35  
Anonymous Curunír disse...

Gostaria aqui de anunciar que a referência a filhos foi apenas no sentido de demonstrar que quer um operário quer um professor têm agregados familiares para sustentar.

O mal-entendido já foi sanado com a pessoa que se considerou ofendida.

00:21  
Anonymous nanda disse...

Há 30 anos que sou avaliada profissionalmente e nunca me senti vexada por isso. Antes pelo contrário. Podemos sempre contestar. O momento da entrevista final é a nossa oportunidade para dizermos tudo o que nos vai na alma. Francamente e sem rodeios. Termino afirmando que a minha experiência é positiva.

23:49  
Blogger Flecha Ruiz disse...

Preso por ter cão, preso por não ter. Sempre será assim com todos os governos.

Nesta questão específica realmente há dois testemunhos a considerar, em que ambos detêm a sua razão.

Avaliação a professores? Sem dúvida! Agora se se manifestam por não saberem o "COMO" ou não concordarem com o método, isso terá que ser analisado mais a fundo por aqueles que sabem. Eu não sei, não me vou prenunciar.
Mas uma coisa é certa, se essa avaliação for feita com peso e medida, muito bem. Há vários factores a considerar, e um dos mais importantes é que tipo de pai está a avaliar o professor...isto porque o pai do aluno que bate na professora vai sempre dar apoio ao filho...se calhar a sua avaliação não será a melhor. O pai do aluno que até pode não tirar notas nenhumas mas que se preocupa, é mais credível.

A análise feita por comissões também tem que ter alguma regulamentação muito específica para não dar azo a avaliações fictícias. Mas isto já deve estar tudo (bem, espero) planeado. Resta saber como é que vai acontecer.

Na questão das baixas fraudulentas, é mais complicado avaliar. Mas que importa tomar medidas PREVENTIVAS, isso sim. As análises a posterior, têm que ser feitas com alguma calma e cabeça.

14:18  

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