segunda-feira, outubro 02, 2006

Antena Aberta?

Um dos motivos que me levou a começar a "postar" neste dia foi o tema do programa "Antena Aberta" que a rádio "Antena 1" transmite de manhã. Ia eu no carro quando começa o programa. O tema do dia? As reacções do mundo ocidental (o mundo dito livre) às pressões dos radicais islâmicos, nomeadamente o cancelamento, pela direcção da Ópera de Berlim da adaptação da obra de Mozart "Idomeneo" e o igual cancelamanto de umas festas tradicionais numa aldeia espanhola nas quais a cabaça de uns gigantones eram implodidas. Qual o problema nestas duas situações? Na primeira a cabeça de Maomé era decapitada (juntamente com a de Cristo, Buda e Poséidon, mas isso não importa!), na segunda, a cabeça do mesmo é implodida.
começa por falar o comentador/jornalista Carlos Magno que reflecte a maioria das posições adoptadas na semana passada pelos "opinion makers",e que se pode resumir que o medo está a dominar as sociedades ocidentais, e que Não pode prevalecer à liberdade de opinião e de livre expressão artística que domina estas sociedades, e que na minha opinião (a primeira) constitui a base fundamental destas sociedades, porque, sinceramente, eu nasci em liberdade e não admito a NINGUÉM! que ma restrinja. Até aqui tudo bem, ele explicou a razão do medo, a retirada das acções, os prós , os contras, e o resto da história vocês já sabem.
Mas o meu problema começa no segundo ouvinte e por aí adiante. Ora começam estes senhores (e senhoras) a desvirtuar a história toda. Começam pela velha história da Guerra do Iraque, do Afeganistão , do Líbano, e imagine-se, vão até aos Balcãs. A história é sempre a mesma: os Ocidentias são sempre os agressores, metem-se sempre onde não devem, matam quem querem e quando querem, e acima de tudo não respeitam ninguém, matam os muçulmanos, fazem guerras ilegais, etc etc. Sim, eu também sou contra a Guerra no Iraque, mas pelos modos como foi conduzida, pelas teorias que se fizeram e que não passavam de puras mentiras, mas pergunto, alguém acha que os assassinatos que Saddam fazia ao seu povo podiam continuar? Ou que já à muito que a ONU devia ter intervido? Ou que o genocídio na Jugoslávia podia continuar?
Mas voltando ao tema. Diz uma senhora: "a minha liberdade (leia-se dos ocidentais) termina quando começa a dos outros (leia-se dos muçulmanos)". É verdade, mas volto a perguntar, porque é que eu não posso exprimir a minha liberdade e eles podem? nomeadamente quando queimam bandeiras, ameaçãm pessoas e governos, nações, religiões, etc?
Não estou a ser fundamentalista, como alguns poderão vir a afirmar, só estou a defender o "ocidental way of life", pois se esles querem que nos respeitemos o modo de vida deles, deixem de ameaçar o nosso!

Nota: apesar de ser católico respeito, e muito, as outras religiões, mas aqui não estão em causa religiões, estão modos de vida e de sociedade, que acia de tudo têm que ser respeitados, sob pena de voltarmos a um tempo medieval em que o medo leva a que as pessoas reprimam os suas ideias e as suas acções.

2 Comentários:

Blogger A.S. disse...

Também ouvi essa Antena Aberta que refere. Estou, no essencial de acordo com a sua posição. Aquilo de que ali se falou foi de MÊDO. E o mêdo está entre nós. Conformados, quentinhos, tolerantes, multiculturalistas ... temos o mêdo que a nossa falta de valentia e nobreza justifica.
Falou também num tom meio-sal o Vasco Graça Moura. Ouvi-o, recordando que ele próprio tinha encabeçado um movimento "anti-belicista" que, advogava a alteração da letra do Hino Nacional, para que dali fossem expurgadas expressões como "Ás Armas"!

15:42  
Blogger Eduardo Pinto Bernardo disse...

Realmente não conhecia esse movimento. Do que ouvi das suas palavras nada fazia depreender que tivesse participado em algo do género. Mas todos temos direito a mudar a nossa opinião.

17:43  

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